Pokémon Olimpus: Prólogo - 3ª Parte (Final)

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Do Universo ao Olimpus

A inocência e pureza, características marcantes de Epiros, foram responsáveis por atrair de forma lenta e gradual as partículas do tal Érebo. O primeiro contato de Epiros com as partículas da energia escura foi responsável por fazê-lo sentir medo e, com o decorrer do tempo, diversos outros sentimentos negativos. O Érebo passou a ser acumulado em seu corpo durante séculos, milênios. Essa nova energia passou a mudar o comportamento do Primeiro Sentimento, que antes era amável e benevolente, para travesso, maldoso e até invejoso. Nesse período Epiros experimentou grandes doses de criatividade, e infelizmente também uma ponta de inveja de Arceus. Ele usou seus poderes e modificou alguns seres normais existentes. Como foi o caso da criação do primeiro Pokémon (não lendário) do tipo Fantasma; a partir da modificação de um Pokémon Psíquico, inspirado no lendário Phandes.


Utilizando diversos elementos e poderes, Epiros modificou muitos outros Pokémon existentes criando outros tipos diferentes. Derivando alguns tipos de outros, como o tipo Metal, aprimorando a dureza do tipo Rocha; o tipo Sombrio adicionando malícia ao tipo Fada; o Lutador dando vigor e sagacidade ao tipo Normal. Dos elementos tóxicos, como gases de vulcões, ele criou o tipo Venenoso. Das descargas elétricas dos dias chuvosos ele criou o tipo Elétrico, inspirado em Stormus. Das plantas e também inspirado em Celebi e Shaymin, ele criou o tipo Grama. E para persegui-los ele criou os tipos Inseto. E por fim, pela combinação de muitos deles chegou ao tipo Dragão. Pela primeira vez também, os Pokémon não lendários experimentavam a combinação de tipos por conta da “curiosidade” de Epiros. Até então os Pokémon não lendários tinham um único tipo; derivados apenas dos elementos primordiais do universo; Solo e Rocha derivados da Terra, Água derivado do Mar; Voadores derivados do Céu; Gelo derivado do frio da Lua; Fogo derivado do calor do Sol. Já outros, como os Normais, não tinham energias elementares em sua criação; Tinham como base apenas a dupla de criação do início. Por exemplo, os tipos Fadas foram criados baseados nos sentimentos provocados por Epiros em Arceus, os Normais no próprio Arceus, enquanto os tipos Psíquicos seriam para exaltar o intelecto do Pokémon Supremo em detrimento de Eternus, agora privado de seus poderes.
Diversos outros Pokémon fracos e até poderosos foram criados, usando sentimentos e emoções; como determinação, vitória, coragem, esperança, anseios, bem como sonhos e pesadelos. Contudo, de suas misturas e modificações mais notáveis, surgiram dois Pokémon tão poderosos quanto alguns pequenos guardiões. Originados juntos, os Arqueiros Gêmeos, Heliollo e Sellemis, foram criados a partir da energia que era emitida pelo Sol e pela Lua, respectivamente. Modificados usando os primeiros Solrock e Lunatone, mas criados mesclando as criaturas que mais tarde seriam chamadas de “Humanos”. Esses Arqueiros foram muito importantes para Epiros, pois o acompanharam até seus últimos suspiros, servindo como conselheiros e também como amigos do Primeiro Sentimento.


Demorou muito tempo para o Epiros perceber que não era mais o mesmo. Algo estava mudando-o. Ele nunca havia experimentado ou percebido a maldade, a ambição e o ódio que agora residia em seu interior. Ele compreendeu a tempo que estava sendo subjugado por esses sentimentos e emoções. O Primeiro Sentimento sentia que algo obscuro só aumentavam seus poderes e temia não controlá-los, ou pior, que eles o controlassem. De todos os males, seu maior medo era que seus poderes o transformassem naquele ser dantesco, que uma vez atacou seu criador. Ele tomou uma decisão, mas não seria capaz de fazer por si só, foi aí que obteve auxílio máximo de Heliollo Sellemis, suas mais poderosas e eruditas criações.
A decisão de Epiros foi sábia. Ele acreditava que seu lar estava em “equilíbrio”, seus guardiões, criados com e sem a ajuda de Arceus, sempre resolveriam os problemas que aparecessem. Pensando nisso, resolveu que naquele dia iria impedir o nascimento de um novo "vilão". E para proteger o mundo Pokémon, condensou seus poderes, os materializou e os exilou com a ajuda dos Gêmeos Arqueiros. Do arco da sua testa saiu um tiro de luz que se dividiu ao meio seguindo duas direções opostas. Dois raios de luz que cortaram os céus, separando o ar ao meio por onde passavam. Da materialização de seus poderes surgiram duas "flechas", uma de ouro e outra de chumbo. Representando a dualidade que Epiros se encontrava, do amor e do ódio. O que restou dos poderes do Primeiro Sentimento foi usado por ele para criar um invólucro para seu corpo permanecer adormecido, o "Eros orb".
Inconscientemente, os poderes expulsos de Epiros ao entrar em contato com o ar criaram dois seres sensitivos, que passariam a avisar o mundo Pokémon cada vez que um acontecimento de grande magnitude estava a caminho, um responsável pelos bons e o outro pelos maus presságios. Estes Pokémon eram os únicos que sabiam a localização exata das setas de Epiros, além de, por algum motivo, atravessar barreiras dimensionais e acessar todas as dimensões que foram uma vez criadas por Arceus, com a ajuda de Epiros. As características destes Pokémon os fizeram ficar conhecidos pelos humanos como os “Mensageiros dos desejos dos deuses Pokémon”.


O Eros'orb foi guardado em um templo criado exclusivamente para abrigá-lo, o “Eclipse Temple”, logo a frente do Eternal Monument. Ambos localizados no topo da montanha mais alta da região de Olimpus, o “Monte Olimpus”. O templo foi erguido pelos Gêmeos Arqueiros com a ajuda dos humanos, porém mesmo hoje, após séculos, por algum motivo o templo continua intacto aos efeitos da idade. Para os humanos, sacerdotes do templo, foram repassadas todas as histórias em torno deste lugar místico, que por sua vez foram passadas de geração para geração até os dias atuais, mesmo que perdendo muito de seus preciosos detalhes e tornando-se apenas mitos...


Um pormenor, porém, passou despercebido por Epiros. Apesar de criar dois seres extremamente poderosos como Heliollo e Sellemis, ele não assegurou de criar sua “imortalidade”, apenas uma vida extremamente longa. Assim todos os descendentes destes Pokémon vieram a ser apenas Solrock e Lunatone comuns. Contudo, todos os Solrock e Lunatone da região de Olimpus têm fortes laços com esse templo e o local onde as setas de Epiros se encontram... 
Finalizou Bryan, enquanto segurava com firmeza o pingente que estava em seu pescoço.

- E esse seu pingente... Ele tem alguma relação com tudo isso, Bryan? – Indagou Karen, após ouvir com atenção toda a história discorrida pelo amigo.
- Não sei ao certo. Meu avô contava histórias deste tipo todas as noites ao pé da minha cama, para me fazer dormir. Acho que pingentes como este era algo comum na época dele, como ainda é hoje, mas... – uma presença chamou a atenção dos garotos. Um raio de luz atirado entre os dois interrompeu de vez o diálogo entre Bryan e Karen. Um Grearch flutuava a frente deles, era o responsável pelo ataque. De longe uma sombra tomava a forma humana e dizia:

- “Não. Não, não, não. Nada escapa a minha visão”.


...Continua nos próximos capítulos.

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Revisão: Rafha
em 10/04/16
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