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Tentando Entender 5 Erros de Pokémon Preto & Branco!


Olá, Thunders!

Essa é uma tentativa de pôr em prática uma espécie de alteridade investigativa, ou seja, procurar pensar como os roteiristas pensaram para decidir muitas das escolhas questionáveis da série Preto & Branco. Para isso, falaremos dos companheiros de viagem do Ash; da Liga Unova; aparente retrocesso com o personagem; etc. Convido todos vocês para acompanharem a análise e desejo uma excelente leitura!


Que Pokémon Preto & Branco teve muitas decisões duvidosas, a maioria dos fãs concorda, embora hajam os que acham que nada nessa série presta e os que acreditam que existem seus pontos positivos, como é o meu caso. A partir disso, pretendo desenvolver cinco pontos que foram mal executados na série e contribuíram para a visão negativa que paira sobre ela até hoje. Como não podia ser diferente, comecemos pelo exaustivamente debatido pelos fãs "reboot". Tradução inglesa para "reinício", obviamente o que aconteceu no anime da quinta geração não foi um reboot em seu sentido mais literal, mas pareceu que quiseram dar uma nova ideia de início para os novos fãs poderem ser introduzidos devidamente bem ao anime. Com mais de 10 anos de Ash e Pikachu se aventurando nas televisões e seu público alvo sendo as crianças, não é um absurdo que a equipe por trás da animação tenha tido essa iniciativa.

Onde estão as provas desse quase reboot? Pode-se citar várias. De Kanto a Sinnoh, as séries do anime do Ash foram muito naturalmente conectadas e pareciam mostrar clara progressão do herói e seu Pikachu. No entanto, quando chegamos à região de Unova, o nosso protagonista pareceu sofrer uma queda. Primeiro que, em diversas ocasiões, Ash esquecia de espécies que já conhecia e de aprendizados básicos que teve, precisando ser novamente ensinado, como a necessidade de batalhar para enfraquecer um Pokémon, antes da captura. O próprio Pikachu teve seu poder reduzido, graças à interferência do Lendário Zekrom. Então, tínhamos um Ash semelhante ao de Kanto, em termos de conhecimento, e um Pikachu não tão poderoso quanto foi se tornando com o decorrer das séries. 

E essa ideia de recomeço não partiu exclusivamente do anime. Ao se jogar os jogos Pokémon Black & White, percebe-se o quanto a região de Unova se autovaloriza, não mantendo, inicialmente, o encontro com os Pokémon das outras regiões, como se fosse a primeira, assim como Kanto. Mais curioso ainda é notar que foi a partir da quinta geração que o Mundo Pokémon se expandiu para além do Japão, em suas inspirações. Agora, os Estados Unidos (que surpresa, não?) marcava o novo início da franquia. Então, existia toda uma energia de renovação que não era exclusiva do anime, motivando mais ainda seus roteiristas a embarcarem nela.

Se a motivação deles era recomeçar com um novo público e ela faz certo sentido, onde está o erro? Na existência de um fiel público antigo. Apelar para descartar o avanço que o protagonista vinha tendo, certamente, é muito incômodo para quem acompanhava a progressão da história, porque você não entende o que, dentro da narrativa, explica aquele personagem estar agindo de tal forma. E outros exemplos podem ser citados, como: a Equipe Rocket deixar de usar Wobbuffet e seus demais Pokémon antigos; esquecimento de algumas vantagens e desvantagens de tipo; repetição de padrões de capturas; e seus companheiros de viagem. Esse ar de ruptura só veio a mudar na série em sua segunda fase, com mais de metade dos episódios passada, quando voltaram a fazer referências aos acontecimentos e personagens das séries anteriores, até exageradamente, provavelmente como forma de satisfazer o público chateado com as decisões de roteiro.

Entendido esse tão falado "reboot" e porque a equipe do anime optou por ele, aproveitando que foram citados, vamos tratar de outro ponto muito negativamente lembrando da série Preto e Branco: os companheiros de viagem. Pela primeira vez, desde a série Original, Ash voltou a viajar com dois líderes de ginásio, ao invés de um, visto que a garota não estava sendo a protagonista dos jogos. Ainda que os motivos para isso possam ser outros, como a teoria colocada no final desta postagem indica, as semelhanças de personalidade entre a dupla de Kanto e a de Unova são gritantes. Enquanto May e Dawn se enquadram na concepção mais estereotipada da feminilidade, Iris tem um aspecto mais Tomboy, assim como Misty, que nada mais seria que uma garota "moleca", com personalidade menos delicada e meiga, tendo igualmente um visual menos "feminino". Já Cilan é igualmente inteligente, analítico e ótimo em cozinhar e cuidar dos Pokémon, assim como Brock.

Fazer os novos companheiros de viagem serem tão semelhantes aos primeiros soa como uma boa ideia, ainda mais se realmente existia essa aura de recomeço das aventuras de Ash. Sendo Misty e Brock tão queridos, porque, então, essa ideia pareceu dar tão errado? Começando pelo Cilan, enquanto o lado cômico do primeiro Pokéboy era voltado para a sua fraqueza por mulheres, o do novo consistia no seu encanto por coisas bem específicas, como metrôs, além do seu linguajar todo voltado para a culinária. E isso não pareceu agradar muito os fãs, fazendo o Líder de Ginásio de Striaton parecer mais uma versão menos interessante do ex-Líder de Pewter. Existe a própria questão da virilidade em si, já que, enquanto Brock esbanjava "masculinidade", o que para o público majoritariamente masculino do anime parece ótimo, muitos consideram Cilan um personagem mais afeminado e desinteressante, mas não irei entrar nessa questão.

Por parte da Iris, as coisas se tornam um pouco mais complicadas. Primeiro porque, apesar de a Misty ser bastante popular, também existe uma parcela de fãs que não suporta a sua personalidade e jeito de se referir a Ash como inexperiente. Principalmente depois de termos duas séries com o protagonista interagindo com garotas com quem tinha um relação mais harmônica e que admiravam abertamente suas habilidades, voltar a ter uma Pokégirl que o tratava como um iniciante não soou muito bem para alguns fãs. Isso só se torna mais gritante porque, na época de Kanto, Ash realmente era muito inexperiente, já em Unova, o anime tentava nos fazer crer que também era, mas os fãs não estavam convencidos disso. 

Na série Original, Misty nunca foi a supertreinadora que ela gostava de acreditar, tão superior ao Ash, mas ela realmente tinha mais conhecimento que ele, bem mais. Tanto que, por muitas vezes, foi tão mentora dele quanto Brock. Contudo, dar a Iris esse papel não pareceu convencer muito. Primeiro porque Ash já tinha passado por quatro regiões e adquirido bastante experiência, não só na teoria, pois os fãs viram seu amadurecimento; segundo que, comparado ao garoto Ketchum, a história da Pokégirl de Unova não a fazia parecer tão mais experiente assim: por conta própria, treinava com Pokémon selvagens desde muito cedo; teve uma sequência absurda de vitórias ao lado de Excadrill; e estudou por um tempo na Academia de Opelucid. Todos esses detalhes são muito bons, mas não a fazem parecer tão mais experiente que Ash, ainda mais com sua introdução ao anime usando apenas um Axew bebê e inexperiente

Assim, a chegada de uma Pokégirl que infantilizava o Ash sem parecer mais experiente que ele e que ainda quebrava com o padrão comportamental e estético das que vieram antes dela – basta lembrar que Iris era uma garota da floresta e foi primeira e única Pokégirl negra – resultou no seu título, por muito tempo, de pior companheira de viagem que o herói teve, igualmente ao Cilan pelo gênero masculino. Ao longo da série, Iris pareceu ir se convencendo do talento do amigo. Na realidade, o que fazia era mais uma provocação do que realmente o achar inútil, como Misty também implica com ele mesmo em Jornadas. Seu crescimento lento não ajudou em nada aos que gostavam da personagem, mas, nesse ponto, a última série do garoto de Pallet tentou reparar e garantiu a Pokégirl uma evolução bem especial, embora apressada e marcada por derrotas.

E o time de Unova? Um marco notável e digno de elogios, visto que a série Preto & Branco foi a única que permitiu Ash ter mais Pokémon do que seu time fechado de 6. Em Johto e Sinnoh ele até passou um pouco, por capturar 6 Pokémon que, com Pikachu, ultrapassava o limite, mas nesses casos não foi como Kanto. Então, créditos a Unova por algo que nem Jornadas fez. E, sem mistérios, muito provavelmente a ideia dos roteiristas era exatamente espelhar o que foi feito na primeira região, tanto que os próprios Pokémon pareceram ser reflexos disso: Oshawott foi o novo Squirtle, Snivy o Bulbasaur, Pignite o Charizard, Leavanny o Butterfree, Tranquill o Pidgeot, Scraggy o Primeape, Palpitoad o Kingler. Apenas Boldore que talvez seja forçado espelhar no Tauros e Muk, e Krookodile é mais original, ainda que tenha pegado a ideia dos óculos do Squirtle.

Qual o problema da vez? Ao simplesmente refletir os Pokémon de Kanto nos de Unova, incluindo detalhes como o estágio evolutivo, os roteiristas deixaram certas coisas sem sentido. Por exemplo: enquanto Bulbasaur teve um episódio para mostrar que não queria evoluir, Snivy simplesmente foi do início de Unova até o final sem virar Servine, quem dirá Serperior, mas também sem o roteiro a mostrar ser contra isso. E olha que ela batalhou bastante ao lado do treinador. Oshawott era outro que não tinha um motivo muito claro, para além da explicação externa de os fãs já o amarem da forma que era, enquanto Squirtle tinha muito orgulho da sua forma base, especialmente pelo Esquadrão Squirtle. Palpitoad e Boldore até são mais aceitáveis, por terem entrado no time depois, mas o Scraggy? Que fique claro, o problema não é não evoluir, é a história não dar uma explicação, que pode ser o simples não querer do Pokémon.

O caso mais emblemático, sem dúvidas, é o do Pignite. Não era só no tipo, familiaridade e estágio evolutivo que muitos dos Pokémon de Unova se pareciam com os de Kanto, mas na personalidade e história também. Snivy é bastante orgulhosa, como Bulbasaur, e também mantinha a paz, ou tentava, entre seus colegas de time; Squirtle e Oshawott são mais exibidos e metidos a corajosos, apesar de poderem ser bem medrosos, como mostrado em alguns episódios. Tratando-se do Pignite, sua história é uma cópia da do Charizard. Abandonado por seu antigo treinador, o pequeno Tepig entrou no time do Ash e pôde dar o troco no garoto que o deixou para trás. Essa trama de amadurecimento foi acompanhada por uma evolução também visual, já que se tornou um Pignite. No entanto, Charizard voltou para o time do herói durante a maré de continuidades que a série começou a fazer a partir da sua segunda fase. A infeliz impressão que fica é que Pignite só não se tornou Emboar porque teve que dividir seu lugar com outro inicial de Fogo do Ash na sua própria região.

Muito se tratou sobre fases de Unova, mas a verdade é que todas elas estiveram dentro do enredo dos próprios jogos, exceto uma: as Ilhas Decolore. Na realidade, se pararmos para destrinchar como foi feita a divisão da série Preto & Branco, no Japão, é bem estranha: a primeira parte cobre as aventuras de Ash do primeiro ao último ginásio, no qual pegou sua oitava insígnia; e a segunda é dividida entre um arco da Liga Unova, um do N e o último das Ilhas Decolore. Essa divisão traz um estranheza para as aventuras de Ash, porque, depois de ter saído da liga, parecia que, simplesmente, estava vagando sem propósito. Não sei porque os roteiristas adiantaram tanto a Conferência de Vertress nessa região, que só foi tão rápida quanto (vejam que surpresa) a Liga Kanto, mas acabou tirando do protagonista um rumo norteador das suas aventuras.

Embora divida muitas opiniões e alguns fãs simplesmente decidam as considerar filler só por não existirem nos jogos, acho a série das Ilhas Laranja muito divertida e, quer queiram ou não, ela é canônica no anime. E se a ideia dos roteiristas de Preto & Branco era fazer Ash ter essa aventura pós-liga como aconteceu lá no início da sua jornada, não pareceu funcionar bem. Que fique claro, não estou questionando a existência do arco do N ou de alguns desenvolvimentos interessantes dos episódios das Ilhas Decolore em si, mas a forma como foram encaixados no enredo. Por exemplo, as situações com N poderiam ter acontecido enquanto Ash pegava suas insígnias, o que ainda lhe daria mais tempo para desenvolver seus Pokémon até a liga. E, sobre as Ilhas Decolore, ainda que sejam criadas na animação igualmente às Ilhas Laranja, neste segundo caso havia uma liga, Ash estava competindo, existia um propósito claro, não vinte episódios aproveitando uma viagem só para ir de Unova a Kanto, sem mais nem menos e não dando nem sequer uma captura para qualquer um dos personagens principais.

Provavelmente, os quatro pontos anteriores, apesar de não muito compreendidos por alguns, outros já pararam para analisar o que levou eles a acontecerem, independente de concordarem ou não de ter sido uma boa ideia. Mas, existe uma decisão para o anime de Unova que é o cúmulo do absurdo: a derrota do Ash na Liga. Como já mencionado, a Liga Unova foi muito apressada, em relação a todas, exceto à Índigo. Talvez isso tenha acontecido, entre outros motivos, justamente para servir como explicação para a derrota da vez do herói, que não teria se desenvolvido tanto até aquele ponto da série. Independente disso, o curto tempo para se chegar ao evento que deveria ser o ápice em Unova nem mesmo foi o maior problema, mas sim o desfecho que foi dado a ele.

Já começa tudo errado por a primeira batalha de Ash na Conferência de Vertress ser contra Trip, o seu maior rival no enredo da série em questão. Sobre ele, por sinal, muitos o consideram uma cópia menos interessante e menos desenvolvida do Paul, inclusive em termos estéticos. Acredito nessa inspiração, e de forma negativa, já que a série Diamante & Pérola foi logo antes, mas também havia uma questão xenofóbica entre eles, uma vez que o desagrado inicial de Trip surgiu ao descobrir que Ash era de Kanto, uma crítica genial do anime, especialmente considerando Unova como os EUA e Kanto como parte do Japão. Ainda assim, os maiores rivais da Liga Unova ganharam uma batalha rápida de Pikachu contra Serperior, com a vitória do primeiro. Por um lado, essa foi uma ótima decisão, já que são os iniciais de ambos e a rivalidade deles começou justamente em uma batalha entre esses dois Pokémon, além de Pikachu ser um adversário à altura para a reconhecida velocidade do oponente; por outro, nem Snivy e nem Pignite tiveram a chance de resolver sua rivalidade com Serperior, especialmente a inicial de Planta.

Porém, o maior problema dessa liga acontece nas quartas de final, quando Ash enfrenta Cameron. Resumindo a batalha, é o seguinte: Cameron revela ter um Hydreigon, pseudo-lendário poderoso de Unova, que sozinho leva dois Pokémon do herói, o Boldore e o Oshawott; Pignite dá o troco e ainda nocauteia um Ferrothorn junto, já que o rival tem a brilhante ideia de usar um Pokémon com fraqueza dobrada; o Samurott derrota o porquinho de fogo, mas é vencido pelo Pikachu, que também leva Swanna, outra escolha de Cameron com fraqueza dobrada ao Pokémon do Ash. Até aqui, já vimos escolhas bem questionáveis por parte do protagonista, sendo as principais o Scraggy não ter sido usado para enfrentar Hydreigon, visto a sua vantagem como Pokémon Lutador, e Ash manter Pignite até o final contra Samurott, quando ele claramente não estava tendo utilidade alguma naquela luta. Porém, também escolhas totalmente sem noção do Cameron para justificar as vitórias do herói de Pallet.

Mas, consegue piorar! Cameron revela que achava que, em uma batalha completa, o treinador deveria usar cinco Pokémon, não os seis com os quais pode andar. Uma simples interpretação de texto resolveria isso, mas tudo bem. Então, com Ash tendo derrotado quatro e o rival com apenas cinco para batalha, significava que só tinha mais um: Riolu. Pikachu foi descansar, enquanto o protagonista selecionou Unfezant, que apanhou feio. A escolha fez sentido, mas foi Snivy quem causou maiores problemas para o oponente, levando-o a evoluir para Lucario. Com impressionante resistência, o inicial de Planta ainda emplacou alguns movimentos, mas perdeu. Como última chance de Ash, sobrou para Pikachu garantir a vitória, abusando de sua velocidade e desferindo muitos golpes, acertando mais que o adversário, por sinal, mas ainda sendo derrotado por ele. 

Além de todos os problemas já apontados dessa batalha, o Lucario resistiu demais aos poderes do Pikachu e, sozinho, eliminou metade do time do herói. Porém, o pior nem é isso. Cameron é um treinador extremamente despreparado e relaxado, chegou até mesmo a perder a inscrição da liga, mas Ash o ajudou a conseguir entrar mesmo assim, e esqueceu de levar um sexto Pokémon para a batalha. Sério? O treinador que derrotou Ash na Conferência de Vertress nem sequer lembrou de levar todos os Pokémon que tinha direito? Isso soa pior que o Charizard que não quis lutar. E o que justifica? A única alternativa que parece plausível é o fator surpresa. A Liga Unova parece ter sido toda ancorada na ideia de surpreender os telespectadores. Seu início, fazendo Ash enfrentar seu maior rival da região logo na primeira luta, foi uma tentativa de pegar os telespectadores de surpresa. O mesmo se pode dizer da sua derrota nas quartas de final. 

Quem diria que Ash perderia para Cameron? Pior, depois que o rival revelou não ter um sexto Pokémon, a vitória do nosso protagonista era praticamente garantida. E aí entra a surpresa, pois, teoricamente, não tinha como Ash perder. Mas, isso rendeu a derrota mais vergonhosa que o protagonista já sofreu em uma liga, sendo a primeira e única vez que teve um desempenho pior do que na liga da região anterior. No caso, em Sinnoh, chegou às semifinais, mas aqui perdeu antes mesmo disso, contribuindo ainda mais para aquela impressão de que o protagonista regrediu. Então, provavelmente, a ideia era pegar todos de surpresa. E conseguiram, mas não positivamente, à custa da progressão do próprio protagonista da obra. 


Para finalizar, que tal vocês me contarem quais desses pontos acham o pior, se tem outro que os incomoda bastante ou se não consideram alguns desses (ou todos) escolhas ruins? Apenas destacando que não concordo exatamente com tudo que analisei, em termos de recepção do público. Por exemplo, eu gostava da Iris e do Cilan, apesar de achar que os roteiristas muitas vezes pecaram, sim, com esses personagens. Mas, de resto, acho que detesto todos os demais pontos. Bem, espero que tenham gostado da leitura!


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Sobre Ersj
anos, Recife-PE, tem Pokémon como a sua franquia preferida desde os 7 anos. Sua mídia favorita é o anime, seguida dos jogos da saga principal e de Pokémon Go. Ama livros e séries, principalmente de fantasia; os filmes que mais assiste são animações, e “Imagine Dragons” é a banda pela qual tem maior apreço. Seu Pokémon predileto é o Pikachu e seu maior sonho é se tornar um escritor.
E-mail: ersj@pokemothim.net

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