Não Precisa Prometer para Ser Ruim, o Arco Final do Ash!
Apesar de acreditar que poucas pessoas ainda estão interessadas em ler sobre, por eu ter ainda algum compromisso com quem gosta do que escrevo, não pude deixar de trazer essa postagem. Perdoem-me pela demora! Enfim, depois de já ter feito uma publicação mostrando quais os melhores e piores episódios de "Pocket Monsters: Aim to Be a Pokémon Master" e, consequentemente, a minha opinião particular sobre cada um deles, é hora de falar sobre o arco final de forma geral. Juntando tudo, pesou mais positivamente ou negativamente? Convido-os a acompanharem a minha opinião e desejo uma excelente leitura!
Entre os muitos pontos que podemos tratar aqui, vou começar pelo que mais me animou de cara: as rotações. O arco final da dupla Ash & Pikachu já começou nos dando um time bem inesperado – Buizel, Donphan, Noivern e Sceptile – e levantando a possibilidade de continuarmos a ver rotações pelos outros episódios. A contagem, com Pikachu, fechando em apenas 5 Pokémon levantou dúvidas, é verdade, especialmente quando se repetiu no segundo episódio. Talvez quisessem criar a expectativa de que Ash capturaria o Pokémon selvagem que ajudava no determinado episódio? Seria um simbologia de que Latias entraria na equipe, por isso estava sempre disponível uma vaga? Na realidade, todas as possíveis explicações desapareceram quando duas coisas ficaram claras: a quantidade de Pokémon "rotacionados" era aleatória, pois existiram episódios que nenhum voltou e outros que fechou em 6 Pokémon; e, justamente, nem todas as antigas criaturinhas voltaram.
Não vou entrar no mérito do quanto era ou não interessante a combinação dos Pokémon em cada episódio. Acho que isso era o que menos importava, não me incomodou, embora se fossem combinações inteligentemente pensadas fosse mais genial ainda. A questão é que daria para todos os Pokémon retornarem, mesmo se voltassem de 4 em 4 como pareceu no início. Mas, se nem existia regra de retornarem em 4, para começo de conversa, porque não voltaram logo 5 desde o início? Resultado, não vimos todos os antigos Pokémon retornar. Novamente, existiram episódios que nem mesmo voltou um. De forma péssima, mas melhor do que nada, as imagens de divulgação do episódio final pareciam indicar que veríamos os rostinhos não mostrados. Mas, não, vimos apenas alguns: Tauros, Muk, Quilava, Glalie, Staraptor, Pignite, Unfezant, Palpitoad, Baldore, Scraggy e Kroocodile. O que significa que Noctowl, Torkoal, Gible, Gliscor, Lycanroc, Melmetal, Lucario e Dracovish simplesmente não apareceram em momento algum.
E, pior, resolveram trazer Dragonite, Gengar e Sirfetch'd em dois episódios, que claramente poderiam ser com Pokémon antigos no lugar deles. Outros dos retornos foram simplesmente péssimos: a exemplo da Snivy, que apareceu só para usar um ataque e ficou ausente de todo o resto do episódio; Hawlucha e Infernape, para serem usados em uma batalha nem mostrada, e quando mostrou mais pareciam estar brincando; e Snorlax, que usou uns golpes também e foi devolvido à Poké Bola. Então, mesmo quando alguns retornos de fato aconteciam, não eram bem aproveitados para o episódio, como se somente servissem para dizer: "Oi! Voltei. Gostaram? Tchau!". De positivo, preciso acrescentar que algumas atualizações nos golpes das criaturinhas foram muito bem-vindas; algo que não precisavam fazer, mas que demonstrou certa evolução para os atualizados. Por isso, no geral, acredito que a ideia das rotações foi fantástica, um presentão, e em alguns episódios foi feita belissimamente, mas em outros chegou a dar desânimo rever tal Pokémon de forma tão ruim. Além de que, tendo potencial para recuperar todos os antigos Pokémon, sem considerar os que apareceram de forma qualquer no episódio final, trouxeram pouco mais que a metade para rotação.
Aproveitando que estou no tópico Pokémon antigos, que tal abordarmos os libertos e temporários? O final de Jornadas veio canonizar alguns Pokémon como sendo vistos como do Ash, a exemplo de Solgaleo, Larvitar e Ambipom. E esse destaque, especialmente no pôster, fez muitos acreditarem que voltaríamos a vê-los. Isso aconteceu? Bem, além dos três já citados, outros que se enquadram no grupo são Butterfree, Primeape, Goodra, Greninja e Naganadel. Nenhum deles voltou com o especial de despedida do anime do Ash. Nenhum! Se eu pudesse escolher, faria todos terem alguma participação, claro. Mas, sendo justo, Greninja já havia retornado em Jornadas, mesmo que não tenha gostado do seu retorno em termos de caracterização do personagem, e Butterfree também. Desde antes de o arco final sair, comentava com alguns leitores do site como tinha medo de que não víssemos direito o reencontro de Ash e Butterfree justamente por ser pincelado antes, seria a desculpa perfeita para não desenvolverem direito, e foi como aconteceu.
Goodra e Naganadel o herói chegou a reencontrar depois de já ter os libertado, Solgaleo o reviu e passeou com ele depois de ter partido e Ambipom escolheu por conta própria ter outro treinador. Volto a repetir, isso não significa que não quisesse um reencontro agora nesse final, mas estou tentando levar em conta quem poderia não aparecer, caso os roteiristas realmente não pudessem trazer todos. Obviamente, eu gostaria de um retorno bem melhor do Greninja e com a transformação que o anterior tentou fingir que nunca existiu, Ash sabendo sobre os bebês do Butterfree, ele se aventurando nas costas do Solgaleo. Enfim, se eles não poderiam trazer todos de volta, acredito que poderia haver um esforço maior pelo Larvitar. Não que eu faça muita questão, não criei apego por ele e nem o considerava um Pokémon do Ash, sendo bem honesto, mas, já que canonizaram, especialmente agora que o protagonista estava com Brock e Misty de novo, esse reencontro seria muito especial.
Porém, o maior erro, o grande pecado desse arco final, em termos de reencontro com os libertos e cuidados temporariamente, foi, sem dúvidas, o Primeape. Assim como Squirtle, Primeape foi deixado com outro treinador, sob a justificativa de que poderia ser treinado por um especialista em seu tipo, mas não deixou de pertencer ao Ash. Isso foi reforçado em uma abertura que chegou a colocar o Pokémon junto de outros dentro do Laboratório do Professor Carvalho, além de ter participado de várias outras e encerramentos também. No entanto, essa recuperação nunca aconteceu. Daí, ganhamos um arco final para Ash, com Misty e Brock presentes (pois foram os que conheceram o Pokémon Lutador), e não vemos esse reencontro? E, apesar de eu querer, nem precisavam fazer ele voltar para Ash. Como vive uma vida de campeão de luta, faria sentido continuar com o Anthony, mas pelo menos o reencontro. Imagina esse Primeape agora como um Annihilape? Imperdoável!
Por outro lado, os reencontros não nos foram totalmente negados, tivemos três: Squirtle, Lapras e Pidgeot. Sendo breve, detestei os dois primeiros. Squirtle teve mais tempo de episódio brigando com seus amigos do que se dando bem com o protagonista, enquanto Lapras não foi o destaque do seu próprio episódio. Soma-se a isso que os momentos heroicos de ambos foram fracos e enganadores, tentando passar uma atmosfera de heroísmo desnecessária, por, no caso do Squirtle, Charizard conseguir resolver sozinho, e, no caso do Lapras, Ash simplesmente não precisar ser salvo e ser montado um plano sem qualquer sentido para isso. Além do mais, ocorreu uma falha na matrix e Lapras voltou ao design de bebê, rompendo com a cronologia que já tinha feito dele um adulto. O que valeu para esses reencontros, ao meu ver, foi unicamente as belas cenas do herói de Pallet abraçando seus antigos Pokémon. Os abraços foram lindos! De resto, reencontros muito mal feitos.
Para não dizer que só fiz criticar esse segundo tópico, dos Pokémon libertos ou cuidados por Ash temporariamente, temos o Pidgeot. Faria o retorno dele ser antes, no começo do arco, para que fosse proveitoso pelo menos em outro episódio depois de voltar à equipe, mas, da forma que foi feito, ainda me pareceu bom. Isso porque eu me arrepio todas as vezes que revejo a cena. Foi muito bonito. E, sinceramente, eu não aceitaria que ele não retornasse antes de o anime do Ash acabar, mas, ao mesmo tempo, não esperava que realmente houvesse esse retorno. A sua reaparição, o abraço, voltar para a equipe do Ash. Nossa, foi uma surpresa sensacional! Esse retorno é um dos pontos mais altos do arco inteiro. Aqui "Pocket Monsters: Aim to Be a Pokémon Master" me fez feliz. Cena linda!
Passando de Pokémon para humanos, que tal tocarmos no ponto "Brock e Misty"? Por ordem alfabética, vamos começar pelo Doutor Pokémon. Péssimo. Não tivemos nenhum desenvolvimento nítido do Brock como doutor, mal mencionou seu sonho, embora vez ou outra tenhamos o visto usando seus itens de cura, mas nada além do que qualquer outro personagens com itens pudesse fazer. Nem para mostrarem a Blissey! Seu único motivo para voltar ao time foi trabalhar a sua queda por mulheres "bonitas", visto que quase jogou todo o seu futuro fora por causa de uma. E, adivinhem? O arco simplesmente não desenvolveu isso. Foi só uma apelação crua para os seus nostálgicos galanteios, sem que isso tenha levado o personagem a lugar algum. Tanto que os episódios nos quais teve mais destaque foram os que ganhou mais opções para galantear, como o do Cilan, do Banette e do Squirtle. Como se não bastasse não terem mostrado seus Pokémon mais ligados ao seu sonho de doutor, também não o deram nenhuma captura nova, diga-se de passagem.
Por parte da Misty, foi melhor tratada pelo roteiro. A começar que seu episódio de retorno foi infinitamente melhor, mais interessante e nostálgico. Seu motivo para voltar a viajar com Ash também foi bom: quis se aperfeiçoar mais em uma jornada depois de assistir à grande conquista do amigo. A Pokégirl ainda conseguiu derrotar o protagonista, algo que não acontecia por um amigo dele desde BW, e atualizou seu time com um Clauncher. Nos demais episódios, não teve grande destaque, mas sempre que possível puxava a vara de pescar ou mostrava conhecer Pokémon aquáticos das regiões que não esteve presente, para mostrar que progrediu em seu conhecimento sobre eles, que tudo tem a ver com o seu sonho. Sendo honesto, era estranho que não demonstrasse vontade de capturar nenhum, sobretudo no episódio do Lapras, no qual chegou a ter os tão amados Tentacool e Tentacruel ao seu lado. De qualquer forma, acredito que sua participação foi bem melhor, para a própria personagem, do que a do Brock.
De forma geral, sendo justo, em um arco para fechar as aventuras de Ash e Pikachu, pode ser demais cobrar um grande desenvolvimento de Brock e Misty, mas não deixa de passar a impressão de que poderia ter sido melhor, principalmente para o garoto. Houveram pontos bons sendo mantidos, como as comidas sempre tão apreciadas do Doutor Pokémon, o medo de Pokémon Inseto da Líder de Ginásio, as antigas briguinhas de Ash e Misty voltando com mais força quando comparado ao seu retorno em Sol & Lua. Enfim, não foram os piores retornos possíveis, mas muitas vezes, principalmente para o Brock, parecia que só estavam ali por estar, para os fãs ficarem felizes, sem que tivessem muito compromisso com o que fariam com os personagens. Se alguns dos seus Pokémon ganharam movimentos novos, outros nem mesmo apareceram. Por parte do Brock não vimos Blissey, Comfey, Crobat, Geodude e Sudowoodo; enquanto da Misty o Goldeen, Horsea, Luvidisc e Corsola. Alguns Pokémon nas formas normais não foram nem mostrados, imaginem as megaevoluções.
E os demais amigos? Os que ficaram faltando retornar, até antes desse arco, haviam sido Cilan, Max, May, Misty e Tracey. May não retornou pelo mesmo provável motivo que não fez retornos em XY, que tem a ver com a sua voz original e está melhor explicado em uma postagem ao fim dessa. Como provavelmente seria chato trazer Max sem ela, devem ter evitado seu retorno também. Misty se tornou um dos companheiros de viagem do protagonista, por isso dispensa comentários. Sobra, dessa forma, Cilan e Tracey. Começando por Cilan, o personagem voltou extremamente fiel a sua personalidade, mas em um episódio bem chato e que não o evoluiu de forma alguma. Não mostrou qualquer progresso no sonho, Pokémon novo, golpes novos, nem sequer outro Pokémon além do seu Pansage foi mostrado, e se o macaquinho de Planta teve quatro minutos de tela foi muito. Ou seja, retorno péssimo.
Por incrível que pareça, apesar de não existir nenhum motivo claro para Tracey não ter ganhado um episódio inteiro voltado para seu retorno, sua breve participação foi melhor do que a do Cilan. Vimos que continua ajudando o Professor Carvalho, além de ter evoluído seu Venonat e aparecer com todo o seu trio de Pokémon. Senti falta da menção de suas idas a Cerulean, quando simplesmente deixou Pallet sem revelar o destino, mas isso é apenas um detalhe. Acho que o que realmente ficou em dívida, em Jornadas como um todo, e que cairia perfeitamente em um episódio com foco no Tracey, seria vermos Ash cuidar dos seus Pokémon no laboratório. Não como fez brevemente no seu episódio final, mas como o próprio fez ao lado do Goh anteriormente. Um episódio todo voltado para os Pokémon no laboratório, seus grupos internos, cuidados, alimentação, conflitos. Não existem motivos para terem evitado isso, o que ajudaria a matar a saudade e ainda poderia ter feito Tracey ter bem mais participação.
Fechando esse tópico dos amigos, acredito que a maior falta que senti foi de serem mostrados no episódio final. Nem precisava ser na desejada festa em Pallet que alguns fãs queriam, ou no sonhado aniversário de onze anos do protagonista, mas no estilo do final de Sol & Lua, mostrando o progresso de cada personagem em seu sonho, enquanto a música tocava de fundo. Seria lindo e bem mais "chorável" do que o final que tivemos, uma despedida real de todos esses queridos personagens. Enfim, não quiseram fazer, da mesma forma que também não quiseram que Brock superasse sua tara ou arrumasse alguém definitivamente. Assim, se precisarem, simplesmente voltam de onde pararam como se nada tivesse acontecido.
Aproveitando que abri esse tópico, o que foi o final da Equipe Rocket? "A felicidade deles é ir atrás do Pikachu". Sério? A gente sabe disso desde, sei lá, 1997? É esse o desfecho? A recuperação dos antigos Pokémon, deixados no Quartel General, foi algo fantástico e que aplaudo de pé. Porém, depois, trouxeram um drama de separação que não levou a lugar algum. Literalmente. Se não tivesse acontecido, não mudaria nada a história. Romantizar esse final da Equipe Rocket é péssimo porque, além de eles viverem na ilegalidade (o que já basta para não ser um final bom), eles estão sempre passando fome e fracassando. Sabemos que o trio/quarteto não é realmente ruim. Seria muito mais bonito que seguissem seus sonhos pessoais ou retornassem para sua base em Alola, mas, novamente, era muito mais conveniente terminar exatamente da mesma forma de sempre, para garantir que voltassem sem grandes mudanças para o anime do Ash, se necessário. Ou seja, o final deles foi não ter final. Amaram?
E, ainda dentro da Equipe Rocket, o Giovanni saiu impune e intacto. Meu Arceus, que dor. Simplesmente o maior vilão desse anime, pelo menos em termos de peso na trama e de duração, e ele não tem um grande confronto com o protagonista? Pior, logo agora que Pikachu foi consagrado o Pokémon mais forte do mundo, com Jessie, James e Meowth usando isso como prova definitiva de que estão na missão certa há tempos, e não vemos esse detalhe se desenrolar? O arco final seria muitíssimo mais interessante se tivesse Giovanni como grande vilão, e, digo mais, não fugiria da sua proposta, já que tivemos a sequência de episódios do retorno dos Pokémon da Equipe Rocket e o do Latios, que facilmente poderia ser substituído por dois no QG na Equipe Rocket, como já expliquei na minha postagem tratando de cada episódio específico de "Pocket Monsters: Aim to Be a Pokémon Master".
Alguém mencionou Latios? O que foi esse arco? Dez episódio de Latias seguindo Ash para pedir ajuda para salvar um Latios mal agradecido e irem embora, passando pela outra Latias e Bianca, as que realmente deveriam ter ganhado foco. O que os fãs achavam que era uma preparação para o herói ter uma Latias, na realidade foi uma trama mal feita para que criasse uma conexão com um Latios ranzinza. Que, como muitas coisas que citei aqui, não deu em nada também. Na realidade, de acordo com o final que escolheram, serviu para Ash perceber que ainda tem muito que precisa entender e aprender, até porque Latios não se despediu dele com muita simpatia. Para quem achou boa a história da Latias que terminou como coadjuvante do enredo do Latios e não deu em nenhum resultado concreto, por favor, tente me explicar, porque estou sem entender até agora. Desnecessário demais.
Fillers? Sim! Para nos despedirmos de Ash e Pikachu, ganhamos episódios fillers. É... Não serei hipócrita, alguns desses episódios chegaram a ser uns dos meus preferidos em todo o arco, mas convenhamos que, embora com Pokémon megacarismáticos e enredos divertidos, poderiam ser facilmente trocados por outros episódios que não sentiríamos falta da existência deles. Que usassem o mesmo enredo, mas em situações diferentes. Exemplo: Pikachu se perder do Ash em um mundo de alguma Ultracriatura. Enquanto o roedor Elétrico seria ajudado por Naganadel, Ash e os outros receberiam ajuda de Solgaleo. De quebra, todos comemorariam o reencontro na Escola Pokémon, na cena final. Não é difícil pensar em situações melhores para aproveitar os retornos!
Por outro lado, tivemos uma chuva de referências muito bem-vindas! Todos os episódios tiveram muitas referências. Os fillers, então, foram mestres nesse quesito, um dos fatores que contribuíram para que fossem tão bons. Entre as melhores referências, tivemos o episódio como um todo do retorno da Misty, o abraço que Squirtle deu no Ash, os paralelos com o primeiro episódio mostrando o amadurecimento do herói, Lapras deslizando no gelo, o símbolo no sapato novo do Ash, as roupas de neve de Brock e Misty, a dancinha do Doutor Pokémon com Ludicolo e a história da boneca que se torna um Banette. Muitas referências espetaculares. Contudo, como venho repetindo há anos, só referência não tornou certos episódios de Jornadas bons, não tornou certos episódio desse arco final bons, não tornou o arco como um todo bom. Só referência não basta! Ainda assim, deixo um ponto positivo para essa parte.
Mais divisores de águas, é válido falar sobre os flashbacks, a abertura e os encerramentos. Não gostei, simples. Alguns não se incomodaram, outros amaram da forma que foi feito, eu achei preguiçoso. A gente tem acesso a todas as cenas da forma que foram mostradas, basta rever os episódios. Aqui mesmo, na Pokémothim, por sinal. Ver aquela transição de qualidades e estilos, precisamente no episódio da Lua, deu certa agonia. Que fique claro, minha reclamação não é ter mostrado cenas antigas, foi não terem as atualizado para vermos como ficaria no traço atual. A abertura poderia ser exatamente como foi, mas fizessem no atual traço, versão Jornadas mesmo. Imagina rever todas aquelas cenas antigas por novas lentes? Seria tão legal. Os encerramentos nem me incomodaram, para ser honesto, só o do episódio final que foi inadmissível. Nossa, deveria ter sido algo novo, cheio de amigos, Pokémon. Em outras palavras, cheio de motivos para nos fazer chorar e pensar "olha o quanto de coisa não veremos mais". No entanto, foi só um repeteco de cenas do arco dentro da primeira versão do próprio encerramento.
Para finalizar, o final de Ash e Pikachu. Foi bom? Foi ruim? Foi covarde! Talvez pudesse dizer que os roteiristas foram inteligentes, mas não foram. Se fossem, eles conseguiriam arrumar uma forma de finalizar com a brecha que queriam para recuperar a história de onde pararam, sem que precisasse ficar tão escrachado que fizeram isso, a ponto de incomodar. Foi um final bonito e esperado, porque se imaginava o que acabaria sendo ser um Mestre Pokémon e que Ash terminasse correndo ainda atrás do sonho. A explicação fez sentido. Mas, é o que escrevi sobre a Equipe Rocket, é um final que não é um final. E se o anime de Ash e Pikachu voltar, "ainda está tudo bem", mas digamos que não volte. Porque, sim, meus caros, essa possibilidade existe. Se não voltar, como é que essa foi a nossa despedida definitiva do personagem? Se ele não aparecer nos outros animes dos novos protagonistas, foi um adeus satisfatório? Valeu a pena deixar ele no "stand by"?
Se tivessem terminado dessa mesma forma, mas dando, pelo menos, um vislumbre do Ash mais velho com o seu sonho realizado, seria mais aceitável, porque, mesmo se não voltasse a aparecer, teríamos visto que ele conseguiu. E, se o anime voltasse a ter o garoto Ketchum como protagonista, bastava retornar para essa cena dele partindo em uma nova jornada, não a dele adulto. Então, não, não vejo como um final nem mesmo inteligente. Também não acho que foi o pior final do mundo, estaria mentindo, mas não supriu as minhas necessidades como fã, de me sentir satisfeito com o desfecho da história que acompanhei, o que é uma pena.
Quando se balanceia os pontos positivos e os negativos, ao considerar o todo, infelizmente, acredito que o último arco poderia ter sido muito melhor. Reforçando um pouco o título, não precisa ser prometido para não satisfazer. "Ah, mas ninguém prometeu que o final seria legal, ninguém prometeu que o reencontro com tal Pokémon seria emocionante". Não precisa. Ninguém prometeu que a Cloe seria superdesenvolvida e os fãs reclamam dela até hoje, igual como prometeram que Ash seria coprotagonista em Jornadas e ele só veio a se tornar realmente depois de um tempo e de muitas reclamações. Não é sobre promessas, entendem? Mas, agora, eu gostaria de saber as suas opiniões! Por favor, lembrem-se apenas de serem respeitosos.
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Postado por
Ersj
às
09:00 em 05/05/2023
Sobre Ersj
anos, Recife-PE, tem Pokémon como a sua franquia preferida desde os 7 anos. Sua mídia favorita é o anime, seguida dos jogos da saga principal e de Pokémon Go. Ama livros e séries, principalmente de fantasia; os filmes que mais assiste são animações, e “Imagine Dragons” é a banda pela qual tem maior apreço. Seu Pokémon predileto é o Pikachu e seu maior sonho é se tornar um escritor.
E-mail: ersj@pokemothim.net























