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Biomothim: Shinies em Hisui

Como vão treinadores?!

Tivemos recentemente o lançamento do jogo Pokémon Legends: Arceus, onde após algumas observações, ficou evidente a facilidade na qual podemos encontrar Pokémon shiny. Mas oras, poderíamos explicar esse fato observado através da Biologia? Com toda certeza!

Pokémon shiny são aqueles que possuem uma coloração distinta (em alguns casos nem tanto assim...) de suas versões originais, desconsiderando Pokémon que naturalmente possuem variações. Até então, um dos grandes desafios dos jogos principais da franquia era encontrar esses monstrinhos brilhantes pelo game, mas em Hisui temos algumas ferramentas que torna os tão sonhados encontros mais facilitados, como poder visualizá-los no próprio mapa.

Encontro com uma Ponyta shiny

Primeiramente, devemos entender a origem desses Pokémon com tal variação de cor. Podemos entender a coloração diferenciada como uma pequena variação no código genético desses Pokémon. A genética é um fator primordial para a vida no planeta, fundamentando até mesmo a Teoria da Evolução, proposta por Charles Darwin no século XIX, no qual pequenas derivações no sequenciamento genético de uma espécie que a permitisse ser selecionada pela característica advinda desse fenômeno, seria um fator decisivo para a evolução desta espécie. 

Um genoma é composto por milhares de pequenas parcelas de informações, responsáveis por definir todas as características dos seres vivos, como a cor de nossos cabelos, a cor dos olhos, dentre tudo aquilo que podemos observar; imaginem o DNA como um manual de instruções, que seria responsável por orientar o desenvolvimento dos organismos no momento de suas gestações. Com os Pokémon shinies, poderia ser simplesmente uma pequena alteração em seus genomas, aleatória, mas responsável pela mudança na coloração, e apenas nisso, pois como sabemos, não existem mais alterações no que diz respeito a melhoria de status ou de qualquer outro caractere para essas ocasiões.

 

Ao que parece, esta pequena alteração genética perdurou por muito tempo ao longo dos anos, mantendo as formas shiny presentes até os dias atuais da franquia. Essa mudança na coloração pode ser favorável às espécies ou simplesmente ser um fator desfavorável, aumentado suas chances de serem predadas, já que a coloração em alguns casos pode ser um tanto chamativa, e é esse o argumento que pode explicar os raros encontros de tirar o fôlego com esses monstrinhos na atualidade.

Em Pokémon Legends: Arceus, somos apresentados a uma região onde a relação entre Pokémon e humanos ainda é muito rudimentar, um detalhe que vai sendo alterado ao longo do game. A facilidade em encontrar Pokémon shiny se dá justamente neste fato de não haver grande interesse dos humanos por captura de Pokémon, mas a medida que a história e o tempo avançam, este detalhe pode ter mudado em proporções de capturas massivas, uma vez que os humanos percebessem a raridade e valor desses Pokémon. 

É comum que certas espécies em nosso mundo sejam ilegalmente caçadas em níveis preocupantes (claro que não é o mesmo caso do que ocorre na franquia), ainda mais quando demonstram um certo nível de raridade. Nossa primeira hipótese então é sobre buscas excessivas dessa categoria de Pokémon, seja para estudo e compreensão de sua morfologia, ou mesmo por sua atratividade. Ou seja, a interferência humana pode sim ter sido contribuinte para nos dias atuais estes encontros estarem listados nas listas de raridades da franquia. 

Além do mais, já vimos ao longo desses anos grandes níveis de racionalidade nos Pokémon, o que poderia até mesmo fazer com que as espécies desenvolvessem um senso de alerta, uma noção de que por nascer com coloração diferente da habitual, estariam sujeitas a uma procura indesejada, passando essa informação dentre as gerações. Isso facilmente explicaria uma diminuição repentina nessas populações.

Outro fator, como já apresentamos antes, está relacionado a tendência desses Pokémon estarem propensos a ser predados, onde em muitos dos casos temos espécies que deixam marcada sua presença no ambiente onde se encontram. Na natureza, um dos grandes princípios da sobrevivência, está na adaptação da coloração do corpo dos organismos para serem o menos chamativo possível para muitas espécies. Não que cores vibrantes não sejam também um ótimo mecanismo de defesa, pelo contrário, muitos organismos possuem cores vibrantes, algo que denominamos de aposematismo, a utilização de cores vibrantes que indicam a presença de veneno e mucosas tóxicas, sendo verídico ou não.

A tendência das colorações no Pokémon shiny não é ser vibrante em grande parte dos casos (claro, existem exceções), o que possibilita aos predadores uma grande chance de predar estes seres, por sua alta visibilidade. A Região de Hisui possui muitos predadores em potencial, predadores que podem ter colaborado para a diminuição do número dessas ocorrências de Pokémon shiny. 

Ao que tudo indica, uma forma shiny não é capaz de transmitir as características de suas cores alternativas para outras gerações, o que mostra que o gene responsável por esse fenômeno não é dominante sobre o gene que define uma coloração normal. Mas bom, os Pokémon poderiam ter passado por diversas alterações em suas cores ao longo de anos de evolução, se considerarmos essa hipótese evolutiva na franquia, que cada vez mais vem ganhando veridicidade. 

Sendo este gene responsável por transmitir essa coloração inusitada aos Pokémon, um gene não dominante (recessivo), existe ainda a possibilidade de que ele apenas não seja um gene ativo, que se manifeste em poucas gerações, como  ocorre em muitas características genéticas. Sabe aquele olho claro que você sempre quis ter, e apenas seu tataravô possuía, e mais ninguém na família? Ou aquele cabelo dos sonhos que apenas as gerações mais distantes da sua tinham e você não, ou qualquer outra característica do tipo? Elas seguem o mesmo princípio. Uma característica pode ser passada durante gerações sem se manifestar, até ser novamente visualizada em um organismo.

O que acham, o fato de encontrarmos poucos Pokémon em suas formas brilhantes nos dias atuais poderia estar associado a atividade humana ou predação? Ou simplesmente por um gene adormecido que pouco desperta nas gerações viventes dos nossos queridos Pokémon? Deixe sua opinião nos comentários!

Lembrando, o Biomothim tem por objetivo analisar comportamentos, morfologias e demais caracteres observáveis na franquia, e realizar paralelos que se relacionam com informações disponíveis na literatura que compõem o conhecimento das Ciências Biológicas.

Um ThunderShock pra vocês!

Sobre Gabriel Henrique
anos, estudante de Ciências Biológicas, mora em Paraisópolis-MG. Curte animações e filmes de ficção, é amante da música desde muito cedo, multi instrumentista. Tem um grande amor por Pokémon, seu preferido é o Chandelure.
E-mail: equipe@pokemothim.net

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