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Ash vs Leon: A Maior Batalha do Anime Sim!


Olá, Thunders!

Após acompanhar o épico desfecho do Torneio de Mestres, nada melhor do que compartilhar as suas impressões e trocar ideias, não é mesmo? Sejam elas positivas ou negativas. Visto isso, prometo não deixar que a minha empolgação com esse final afete a minha visão sobre os diferentes pontos a serem discutidos a respeito desses 4 episódios do confronto. Bora acompanhar um pouquinho do que achei dessa luta que foi prometida como a maior de todo o anime! Desejo uma ótima leitura! 


Inicialmente, irei tratar dos confrontos em si, com destaque para a performance de cada Pokémon dos dois lados. Começando por Inteleon e Gengar, os primeiros a realmente terem um embate do início ao fim. Pelo lado do inicial de Água na última forma, achei sua performance incrível. O modo como se movimentava, percebia o ambiente ao redor, destruía os golpes e até mesmo o tiro duplo e exclusivo pelas duas patas foi sensacional para a caracterização dele. Realmente deu a impressão de ser um Pokémon muito treinado. Uma pena que foi derrotado rápido, mas acho que posso afirmar que ele brilhou enquanto durou, e até achei que sairia vencedor do confronto, por ter batido mais no Gengar com golpes críticos do que apanhado.

Por parte de Gengar, foi lindo finalmente ver o nosso querido fantasma usar o Gigamax no torneio. Porém, preciso ser justo, tiveram dois detalhes que não gostei, apesar de não estragar a sua participação. O primeiro foi quando Leon utilizou o Escudo Contra-ataque, que tirou o Pokémon de dentro da terra; e até aí ok, mas depois Gengar ficou se afogando, enquanto tentava pular pelo vórtice de água. Isso não fez sentido algum, porque ele levita, e o golpe era baixo, bastava subir, ao invés de ficar em uma espécie de pula corda, enquanto tomava dano. Também não gostei de ter saído da forma Gigamax sem usar o terceiro golpe, ainda mais por, como disse, ter tido a impressão de que Inteleon estava sendo bem mais efetivo.

A propósito, sobre o Escudo de Contra-ataque, notei que algumas pessoas não gostaram de ver Leon usando a técnica, mas achei normal e até inteligente. O próprio Paul, tão exaltado pelos fãs, também utilizou a criação da Dawn para seu benefício e não me recordo de as pessoas terem reclamado. A partir do momento em que Leon identificou que era uma técnica boa, utilizou a seu favor e ainda surpreendeu o Ash. Então, não vejo porque transformar isso em um absurdo.

Voltando ao Gengar, foi inteligente Ash usar o Terror G-Max para impedir que Leon trocasse de Pokémon quando estava prestes a assumir o controle da batalha. Mesmo que tenha levado mais golpes, inclusive superefetivos, enquanto usava movimentos que causavam dano comum no oponente, provavelmente a força dos Movimentos Max pode justificar a derrota de Inteleon. Ainda que não tenha durado contra Mr. Rime, e acho que aqui sua derrota foi muito justa pelo prejuízo que já havia sofrido, foi ainda graças a Gengar e sua habilidade Corpo Amaldiçoado (a qual impede que o último ataque usado volte a ser durante quatro turnos) que Leon não pôde voltar a usar o Liofilização e congelar mais Pokémon do Ash. Portanto, especialmente se considerarmos que foi derrotado com um ataque Psíquico, mas que estava fortificado e ainda diante do seu congelamento, Gengar desempenhou um ótimo papel aqui!

Agora, é a vez do já mencionado Mr. Rime. Bem, ele já chegou congelando o campo e o inimigo para imobilizá-lo. Não suficiente, Leon ainda pediu para que usasse o Terreno Psíquico, que, além de aumentar o dano dos poderes dessa tipagem em 1,3x, aumenta ainda mais o do movimento Expanding Force, com um outro acréscimo adicional de 1,5x. Assim, não teve como Gengar resistir, levou uma verdadeira surra de estratégia. A partir disso, bateu de frente com Sirfetch'd e Mega Lucario, principalmente usando o campo ao seu favor, para executar com maestria o poderoso Pinote Triplo. No seu confronto contra a Megaevolução, especialmente pela habilidade do oponente com a aura, acabou sendo pego e derrotado. Assim como qualquer outro Pokémon do Leon, achei Mr. Rime fortíssimo, mas acredito que não vi muitos elogios a ele por seu design mais engraço, o que o fez infelizmente ser desmerecido.

Passando para Lucario, pois Sirfetch'd será tratado posteriormente, vamos entrar na primeira grande polêmica. Ash não perdeu tempo e já ativou a Megaevolução, pois tinha entendido a força do seu adversário. Porém, a única coisa que o Pokémon conseguiu fazer contra Mr. Rime foi acertar uma Esfera de Aura que o derrotou, mesmo sendo um ataque pouquíssimo eficaz, provavelmente pelo poder fortificado da Megaevolução, como Leon destacou. Ainda assim, achei que ele foi cansado até demais pelo Mr. Rime, principalmente se for levado em conta que tinha resistência contra os ataques que tomou. De qualquer modo, soma-se a isso os dois Lança-chamas que recebeu do Dragapult, e Mega Lucario não conseguiu resistir. É preciso lembrar que, além de Lutador, Lucario também é do tipo Metal, detalhe esquecido por muitos, por isso golpes de Fogo são muito prejudiciais a ele, ainda mais à queima-roupa como foi o primeiro.

Entendo que muitos esperavam que Lucario tivesse um desempenho bem melhor, principalmente depois de tudo o que fez na batalha anterior, contra Cynthia, mas acho que o roteiro conseguiu puxar justificativas para a sua derrota rápida: o campo à favor do Mr. Rime, os golpes superefetivos do Dragapult, a própria força dos seus dois oponentes, a paralisia causada pelo Choque do Trovão do pseudo-lendário e a estratégia de trocas por parte de Leon que fez Ash se perder nas suas escolhas sabiamente planejadas. Quanto à abertura, desde sempre elas nos mostram coisas que nunca acontecem – a viagem no Charicarro por Galar tá aí para provar. Particularmente, nunca acreditei que Mega Lucario enfrentaria Charizard, mas sim Cinderace, realizando o confronto que muitos esperavam contra o Goh. Infelizmente, nenhuma dessas duas batalhas aconteceu.

Outro ponto levantado foi o desenvolvimento do Lucario, a evolução da aura e a conexão com Greninja desperdiçados. Na realidade, não. Tudo isso foi de extrema relevância para a batalha contra Cynthia. Esse confronto das semifinais foi todo do Mega Lucario. Desde a divulgação, o grande destaque era ele. O que acontecesse agora contra Leon seria mera repetição, seja a Esfera de Aura gigante, Greninja sentindo a energia, etc. Claro que, pelo menos, a Esfera de Aura usada para derrotar Mr. Rime poderia ser maior e mais carregada, com ajuda da aura do Ash, em uma cena mais bonita. Ainda assim, não é como se o desenvolvimento do Lucario não tivesse servido para nada, apenas foi construído para a luta contra Cynthia. Ainda é importante lembrar como ele aguentou bastante os Pinotes Triplos; foi somente por sua aura que conseguiu quebrar a vantagem que Mr. Rime adquiriu com o campo congelado, o que causaria ainda muitos problemas ao Ash; e emplacou duas vezes o Soco Projétil para auxiliar na derrota coletiva de Dragapult. Assim, também desempenhou um grande papel.

E sobre a criaturinha que roubou os holofotes no segundo episódio do combate, Dragapult, demonstrou ter uma resistência absurda. Primeiramente, levou um ataque do Mega Lucario, depois dois do Dracovish, mais um da megaevolução e dois do Dragonite para, enfim, ser derrotado; sendo apenas dois deles superefetivos: a Presa de Gelo e Meteoro do Dragão. Nota que, na realidade, é questionável se esse segundo movimento foi realmente superefetivo, uma vez que nenhum dos meteoros atingiu o pseudo-lendário de Galar, foi apenas pego e arremessado no meio deles. Seja como for, Dragapult emplacou muitos ataques, derrotou Mega Lucario e ainda abusou do Choque do Trovão até conseguir causar uma paralisação, estratégia que, junto ao efeito adicional da Cauda do Dragão – pela primeira vez mostrado no anime – deixou seu treinador no controle da situação. Enquanto Ash fazia trocas inteligentes para ter vantagem, Leon passou a usar essas trocas a seu favor, de forma que o garoto de Pallet nem podia mudar de Pokémon estrategicamente.

Entrando no terceiro episódio dessa luta, tratarei sobre Rillaboom e Dragonite por último. Antes, preciso mencionar sobre a participação de Sirfetch'd e Dracovish desde Mr. Rime até Rillaboom. Primeiro, Sirfetch'd, novamente, teve um desempenho fantástico. Parafraseando o próprio Ash, "Sirfetch'd, há coisas que só você pode fazer". Mesmo com a desvantagem de tipo contra Mr. Rime, o Cortador de Fúria, como um movimento do tipo Inseto superefetivo, foi crucial para a derrota do adversário pelas patas do Mega Lucario, tanto ao acertá-lo diretamente, tanto ao ser usado inteligentemente no campo para destruir o Terreno Psíquico.

Contra Rillaboom, Sirfetch'd não durou muito, mas ele já estava bastante cansado. É preciso lembrar que recebeu à queima-roupa um Expanding Force com todo aquele aumento de poder antes já descrito, que era superefetivo para a sua tipagem Lutador; e algum dano de Pinotes Triplos também. Superou a Potência Equina, acertando o inicial de Planta na última forma e quase o derrubando; resistiu a esse mesmo ataque quando estava imobilizado por ter usado a Ofensiva Meteórica – detalhe que havia ficado de fora em todas as vezes que foi usada na batalha contra Cynthia; e por muito pouco não finalizou o oponente com um golpe superefetivo, o Cortador de Fúria, mas foi pego por outro, o Acrobático. O anime deixou muito claro que, mesmo não deitando nenhum adversário, as derrotas de Mr. Rime e Rillaboom também foram crédito dele. Lutou sem escudo, surfou nele, fez salto com vara; um show de coreografia entregue por esse Pokémon.

Não muito diferente, Dracovish continuou a se mostrar um Pokémon bastante determinado e resistente. Ainda mantendo seu jeito bobo e engraçado, que em muitas lutas me incomodou, mas não aqui, resistiu há 2 ataques supereficazes de Dragapult, por pouco não o congelou com a Presa de Gelo para derrotá-lo e conseguiu aumentar energeticamente os seus espinhos para prender o adversário. Até então, não foi dada uma explicação tão clara sobre o que aconteceu com o seu corpo, muitos fãs cogitam que sejam os Caninos Psíquicos, talvez um novo ataque da nona geração ou a básica explicação de Cynthia de que o conflito entre Pokémon do tipo Dragão o motivou a reativar uma habilidade adormecida. Achei um pouco aleatório, mas bastante interessante, visto ser um Pokémon Fóssil com muitos mistérios a ainda serem desvendados sobre ele. Também destaco que isso nada tem a ver com a habilidade do Dracovish, a Mandíbula Forte.

Seus espinhos fortificados, mesclados com a supereficaz Presa de Gelo, também foram cruciais para parar e destruir as raízes criadas devido ao Toque do Tambor, que deu tanto trabalho a Dragonite. Com a Investida do Dragão, honrando os esforços de Sirfetch'd, derrotou o poderoso oponente que deu mais trabalho nesse terceiro episódio. Contudo, independente da vantagem de tipo, Dracovish não teve o mesmo desempenho contra Cinderace. Não sendo páreo para a sua velocidade, o Fóssil teve todos os seus movimentos bloqueados ou desviados, enquanto foi atingido por três fortes ataques, em especial o poderosíssimo Chute de Pulo Alto duas vezes. Diante do cansaço anterior, acho plausível que Dracovish não tenha aguentado aqui também. Pelo contrário, foi bastante resistente e somou demais para o avanço do seu treinador nesse confronto.

Se a derrota do Mega Lucario foi uma polêmica que, apesar de entender parcialmente a frustração de alguns fãs, defendi que foi bem construída; é hora de falar de outro impasse que, para mim, é o grande erro dessa batalha decisiva entre Ash e Leon: Dragonite x Rillaboom. Por incrível que pareça, não coloco a culpa no gorila de Galar. Observei muita raiva na internet em relação a ele e todo seu poder, mas, para mim, isso era óbvio por dois motivos: primeiro, ele foi o Pokémon que varreu quatro oponentes seguidos na luta contra Diantha, por isso sua força não deveria ser surpresa para ninguém; segundo, pois o Leon, ao fim do segundo episódio, a Cynthia, a sinopse do episódio três e até o Twitter oficial do anime fizeram questão de destacar que, a partir da entrada do Rillaboom em campo, todos os Pokémon do Ash já estavam desgastados, ou seja, com essa informação tão repetida já nos era dito que esperássemos uma surra do Rillaboom.

Então, diferente de muitos, não critico negativamente a força de Rillaboom, pois, ao me ver, era algo a se esperar desde a batalha contra a Diantha; sobretudo se considerarmos seus golpes fortíssimos: Acrobático, Derrubar, Potência Equina e Toque do Tambor. Inclusive, sobre eles, dá para perceber uma estratégia que Leon não pôde usar contra Ash, mas que provavelmente faz parte das suas táticas: Derrubar é um golpe que tira o item do adversário, enquanto Acrobático tem seu poder dobrado se o oponente não segurar um item. Mais um comentário a se fazer sobre os movimentos é o efeito adicional do Toque do Tambor, que reduz a velocidade do oponente. Foi em cima dessa condição que aconteceu o pior erro dessa batalha: a performance medíocre da Dragonite.

Depois da vergonha que foi a participação da Dragonite na batalha contra Cynthia, tanto Ash como uma entrevista oficial garantiram que o pseudo-lendário de Kanto teria uma papel muito importante no desempenho do herói na final do torneio. Isso foi prometido! Enquanto alguns chegavam mesmo a cogitar que Dragonite fosse derrotar Charizard e garantir a vitória final do seu treinador, eu acreditava que derrotaria o pseudo-lendário de Leon e talvez tivesse um desempenho a mais contra outro Pokémon. E não é que isso aconteceu? No entanto... 

Contra Dragapult, Dragonite resistiu a dois movimentos superefetivos e dois de dano comum, conseguiu acertar dois golpes e ainda derrotar o rival com o seu movimento único "Meteoro Dragonite", muito semelhante ao Arremesso Sísmico clássico do Charizard do protagonista. Então, ela desempenhou um papel legal, inclusive foi a responsável por parar a estratégia de trocas do Leon por meio da Cauda do Dragão, mas nem de longe essa participação foi tão boa a nível de compensar o que foi feito com ela nas suas últimas batalhas de Jornadas. Não desmerecendo o seu feito, até porque foi ela quem derrotou Dragapult, mas com ajuda de outros 2 Pokémon. Essa era a prometida vitória da Dragonite para compensar só ter dormido contra Cynthia? Pior, no meio do confronto até fizeram ela ficar se esperneando porque não conseguia atingir os Dreepy.

Contra Rillaboom, então, não fez basicamente nada. E nem esperava que Dragonite vencesse, apenas que conseguisse cansar ele, pelo menos. Ela só acertou literalmente um golpe, que, ainda assim, foi anulado durante a sua execução. Depois que teve a sua velocidade diminuída, só fez apanhar. E é tão absurdo pensar que uma das coisas que Ash mais fazia no começo de Jornadas era usar a Dança do Dragão para aumentar a velocidade e o ataque dela, mas aqui parece que ele nem lembrou que existia esse movimento. Daí, sempre que Dragonite tentava algo, ou era desviado, ou ela era atacada antes, possivelmente por conta da velocidade reduzida. Para se ter noção, a participação da Dragonite foi tão ruim que ela foi o único, O ÚNICO, Pokémon do Ash que não teve ninguém especial assistindo e torcendo por ela. No caso, deveria ser a Iris a ser mostrada, mas disso falaremos depois.

Se Dragonite tivesse tido um desempenho melhor, se Ash tivesse sido mais inteligente ao usá-la, mudaria o gosto amargo que ficou ao final do terceiro episódio, já parecendo que o protagonista estava derrotado. Isso porque, ao usar a Ofensiva Meteórica, Sirfetch'd provavelmente derrotaria Rillaboom, sobrando ele e Dracovish para enfrentarem Cinderace. Por os dois já estarem cansados, ambos até poderiam perder, mas deixariam para que Pikachu acertasse um único ataque para a vitória, tornado muito mais aceitável a forma como o coelho de Fogo perdeu, depois de se mostrar tão forte. Assim, teríamos como desafio final para Pikachu enfrentar Charizard, de uma forma que fosse mais crível imaginar uma possível vitória do garoto de Pallet, sem desanimar muitos fãs. Ou seja, para mim, o problema não foi Rillaboom ser forte, foi mais uma vez Dragonite ser tratada como fraca, esquecendo o Pokémon absurdo que ela foi do início para o meio de Jornadas, mas acreditando que só porque derrotou o Pokémon responsável por deitar o Mega Lucario, independente de só ter o finalizado, já teve uma luta épica. 

Com a intervenção de Eternatus no Estádio Wyndon, Pikachu e Cinderace tiveram uma batalha de gigantes, assim que os Braceletes Dinamax foram reenergizados pelas partículas espalhadas pelo lendário! É válido citar que o confronto entre Ash e Leon começou entre eles dois, já com o inicial de Fogo evoluído mostrando a sua habilidade Líbero, que o permitia assumir o tipo do ataque que usava, e colocar o roedor para correr ao assumir a tipagem Terra. No terceiro episódio, continuou a usar sua habilidade para enfrentar Dracovish, sempre se mostrando bastante veloz e poderoso. Era muito legal observar como Cinderace se movimentava. No seu ápice, na batalha contra Gigamax Pikachu, a disputa foi entre a Trovoada G-Max e Bola de Chamas G-Max. Ao receberem os ataques, ambos voltaram para a forma base e Cinderace caiu. Sendo bem honesto, adorei a participação dele ao longo das batalhas, mas sua derrota tão rápida não me convenceu, tendo em vista que não tinha levado qualquer dano antes disso. Ainda consequência do desandar da luta a partir da Dragonite.

Por fim, o esperado confronto entre Pikachu e Charizard. Antes mesmo da batalha de Gigamax contra Cinderace, Leon aplicou a mecânica no Charizard. Pikachu conseguiu desviar de um Desabamento Max, mas ainda foi pego pela tempestade de areia que acompanhou o golpe; foi atingido por um Max Wyrmwind e enfrentou a Queimada G-Max com o Movimento Z Choque do Trovão Fulminante. O resultado foi uma explosão e o acontecido com Eternatus. No entanto, o verdadeiro ápice da batalha foi após a derrota de Cinderace, em um confronto cheio de emoções entre os iniciais dos respectivos treinadores. 

Não dá para descrever aqui o quão lindo foi o desfecho desse confronto. Trocas rápidas e com coreografias incríveis, animação impecável, ação e reação imediatas, partes variadas do campo utilizadas para locomoção; Charizard e Pikachu davam tudo de si, assim como seus próprios treinadores. A queda de Pikachu sob a torcida de todos os antigos companheiros de viagem do Ash, seguida da memória de todos os companheiros de time que o mascote teve ao seu lado, desde que partiu em viagem com o seu treinador, foi surpreendentemente espetacular. O resto é o que conhecemos bem, Ash pôs o boné para trás e Pikachu usou o Choque do Trovão com toda a força que tinha contra a Rajada de Fogo de Charizard, enquanto tocava a primeira abertura da animação. Assim, quase caindo, Pikachu vence! E que vitória, meus amigos! Para finalizar, acompanhamos a entrega do troféu pelo próprio Leon e a nomeação de Ash, ao lado da sua fantástica equipe, como novo monarca.

Para as considerações gerais, independente do quanto eu gostei da batalha se for tirada de contexto, realmente Leon foi colocado como superior a todos os campeões; e Ash, que passou se arrastando, conseguiu derrotá-lo. Inclusive, essa mesma criança foi a primeira pessoa a derrotar mais de dois dos seus Pokémon com um time majoritariamente de criaturinhas que foram recém-capturadas, em relação às suas melhor treinadas. Acho que eles erraram no quanto mostraram Leon mais forte em comparação aos seus outros desafiantes, no entanto, como tinha dito em uma teoria que trouxe aqui, a vitória do protagonista seria possível por meio da liberação das três mecânicas, cheguei até a acertar que Leon quem pediria como forma de se autodesafiar e que teria Gigamax Pikachu de brinde. Entretanto, cabe discorrer sobre uma discussão que surgiu quando a teoria começou a ganhar força na internet: "Ash só vai ganhar do Leon por conta das mecânicas, sendo assim, não vai ser justo, pois o campeão de Galar não as usará também".

Paralelamente ao movimento que torcia para que Ash não usasse as três mecânicas, surgiu outra onda de fãs para a defesa caso isso ocorresse. E, embora compreenda o lado contra isso, faço parte do segundo grupo. Usar Gigamax, Megaevolução e Movimento Z tornou a batalha muito mais legal visualmente, mais épica, ao mesmo tempo em que existe o esforço do Ash a ser considerado. O protagonista lutou bastante em Alola para dominar os Movimentos Z, foi atrás por conta própria de um método para permitir Gengar chegar a forma Gigamax e igualmente suou para conseguir megaevoluir seu Lucario. Se o Leon não fez isso em todos esses anos que tem como treinador, não tira o direito de o herói de Pallet usar aquilo que se esforçou para conseguir. Não falamos de trapaça, de algo ilegal, são mecânicas que o próprio campeão de Galar também poderia ter, mas, aparentemente, nunca se interessou ou procurou consegui-las. São escolhas. Entendo e concordo que Ash não ganharia sem usar as três mecânicas, pelo que foi mostrado, mas não acho que foi coisa de outro mundo, ele merecia poder usá-las.

Ainda nessa discussão, na realidade, Ash nunca esteve no controle da batalha. Quando assistimos aos quatro episódios de forma menos atenta, considerando apenas a quantidade de Pokémon, parece que o garoto só perdeu o controle a partir do episódio três, quase chegando a ser derrotado após isso. Todavia, não, Leon esteve no controle desde o início. Ash foi o primeiro a derrubar um Pokémon? Sim, mas em seguida já perdeu o seu Gigamax. Foi o primeiro a derrubar o segundo Pokémon? Sim, mas logo perdendo a sua Megaevolução. Enquanto o garoto descartava um Pokémon, seu oponente fazia o mesmo e ainda tirava mais uma mecânica. Quando só restou o Movimento Z guardado para o final, a situação desandou visivelmente para Ash, mas ela nunca esteve favorável a ele. A própria Cynthia observava que independente da quantidade de criaturinhas disponíveis, o protagonista ainda não estava no ritmo do monarca.

Visto isso, acredito que todos os Pokémon do Leon se provaram ser extremamente fortes, além de que foi possível ver mais estratégias, para além da força bruta do campeão de Galar. Acompanhar Cinderace, Inteleon e Mr. Rime em ação foi muito legal, pois poucos foram os Pokémon da oitava geração que pudemos assistir brilhando em Jornadas. Além do mais, se por um lado esperava que Lucario enfrentasse Cinderace, percebi que Pikachu enfrentá-lo representou ainda mais o confronto contra Goh, uma vez que eram seus respectivos iniciais.

Por parte dos Pokémon do Ash, acredito que todos tiveram uma participação válida, mesmo que tenha achado a da Dragonite bem fraquinha, e, se tivesse que escolher, diria que os que mais brilharam nesse confronto foram Dracovish, Sirfetch'd e Pikachu. Sem dúvidas, um dos pontos mais legais entre eles era a sinergia em que estavam, o apoio mútuo para que pudessem alcançar a vitória. Ash pôde extrair isso muito bem, sendo a maior prova as colaborações entre Sirfetch'd e Mega Lucario, mas também a do pato com Dracovish. Interessante também foi ver Ash, no segundo episódio, usando mais as trocas, já que são raras as batalhas em que apela para isso, mesmo que tenha saído do seu controle.

Como prometido, a batalha se manteve bastante fiel aos jogos, mostrando a ativação de habilidades que fizeram total diferença no combate, como a Líbero e a Corpo Amaldiçoado; efeitos adicionais dos ataques, a exemplo da queda de velocidade após o Toque do Tambor e da troca obrigatória e aleatório diante da Cauda do Dragão; e condições de status que restavam aparecer no Torneio de Mestres: paralisia e congelamento. Todas as mecânicas também foram usadas belissimamente, fazendo jus a promessa de ser a maior batalha do anime. Acredito que a grande exceção aqui foram os efeitos adicionais dos Movimentos Max ou G-Max, que ou nem foram mostrados, ou parcialmente, como a tempestade de areia rapidamente sentida por Pikachu.

Desde o princípio dessa final, com as recordações do Leon da sua primeira batalha, a única em que perdeu, começou a construção da sua derrota. Sabemos que o arco de invencibilidade dele, mesmo nos jogos, finaliza quando é derrotado pelo protagonista. Então, tudo indicava que isso iria acontecer. Mesmo assim, o personagem estava super confiante e animado, como de costume. Teve a torcida fiel do seu irmão e da sua amiga de infância e não hesitou em premiar e parabenizar Ash quando o superou. Mesmo com toda essa autoconfiança, sabe-se que Leon tem um coração grande e muito gentil. Agora, ele e Charizard não são mais invictos e deram espaço para um novo monarca brilhar no posto. Por sinal, senti falta de ver os líderes de Galar, como um todo, assistindo ao seu confronto.

Em comparação com o início de Jornadas, durante essa batalha muitos treinadores torciam pelo Ash, o que deixava claro o nível que havia alcançado independente de vencer ou perder. Ficou nítido o crescimento do personagem em termos de reconhecimento e popularidade. No que diz respeito ao Laboratório do Professor Carvalho, achei as interações muito melhores agora, mesmo que não tenha sido uma mudança drástica. Tivemos algumas poucas falas da Delia, mais reações dos Pokémon do Ash, Torkoal chorando depois de tantos anos, e Tracey comemorando com diferentes criaturinhas era a coisa mais adorável! Do mesmo modo, como sempre, a Equipe Rocket se fez presente para torcer pelo herói, e vibraram bastante, passando por todos os sentimentos que nós telespectadores sentimos aqui fora.

Preciso admitir que fiquei muito surpreso com a Cloe no estádio. Queria que isso acontecesse, mas não esperava, exceto se todos os amigos do Ash fossem para lá. E foi uma surpresa muito boa, tanto em termos de consideração, quanto para o crescimento da personagem, que afirmou querer que Eevee assistisse a uma batalha oficial, logo entre os dois maiores treinadores do mundo. Por outro lado, se o Projeto Mew não será fora da tela, por que tiraram o Goh de Galar? Poderiam ter feito ele ir depois. Vejo duas possibilidades, ou o roteiro vai mostrar alguma explicação mais específica para isso durante ou depois do Projeto Mew, ou foi simplesmente para evitar reclamações. Como Ash provavelmente não vai conseguir ajudar Goh nessa fase final, como já não vinha ajudando nas últimas missões, ele deve ficar sumido durante alguns episódios. Para ser justo e evitar reclamações, tiraram Goh de alguns episódios do outro protagonista também, justificando isso como a realização paralela do atual objetivo de ambos.

A participação de Eternatus foi curiosa, pois muitos imaginaram que ele fosse interromper a batalha, mesmo que não quisessem que isso ocorresse. Acabou que o lendário apenas reagiu ao acúmulo de partículas de Galar, as quais foram afetadas pela mistura de Gigamax, Movimento Z e Megaevolução que estava acontecendo ali. Com a sua intervenção, pudemos ver o Gigamax Pikachu entrar em cena contra Gigamax Cinderace, depois de tantos episódios que o roedor tinha ficado gigante. Por sinal, desde que saiu a imagem do Ash com Pikachu nas mãos, digna de memes, eu tinha certeza de que era para usar o Gigamax. Então, resumindo, Eternatus foi aquele típico recurso do roteiro, que achei aceitável; contribuiu para uma cena muito boa e arrumaram uma justificativa plausível. No fim, o lendário não querendo confusão, terminou livre pela região agraciada por suas partículas. 

Tá, e os antigos amigos do Ash? Bem, a sinopse do primeiro episódio prometeu que veríamos os antigos companheiros de viagem do herói e seus rivais assistindo à batalha. Muitos repassaram essa notícia como uma confirmação de que todos os antigos rostos queridos por nós estariam no estádio, o que nunca foi o anunciado. Acontece que os rivais mencionados eram os outros participantes derrotados do Torneio de Mestres (o que foi legal, apesar de não ser exatamente o que se esperava), enquanto de ex-companheiros só apareceram Dawn, Tracey e Iris; essa última mais na condição de participante eliminada do torneio do que como amiga. Porém, visto que Allister e Marnie foram mostrados torcendo por Gengar, logo ficou claro que para cada Pokémon havia uma participação especial de Jornadas, sendo Pikachu que reuniria todos os amigos das outras séries.

Especificamente sobre a Iris, achei bem chato que ela apareceu pouquíssimo. Cynthia e Diantha tiveram bem mais participação do que ela. Sem mencionar que nem mesmo para Dragonite ela foi mostrada. O ataque que levou à derrota do Dragapult foi aprendido graças a ela, a maior conexão do Pokémon com outro treinador além do Ash também foi com ela. Realmente não entendi porque só deixaram de mostrar assistindo e torcendo no momento certo a pessoa de Jornadas próxima à Dragonite. Por sinal, se Iris ficasse no estádio como as duas outras campeãs seria tanto um reencontro legal entre ela e Dawn, como a chance de Cloe conhecer uma campeã da sua idade e se tornarem amigas, agora que demonstrou algum interesse em batalhas. 

E aí vem a Dawn, que eu chamei carinhosamente de injustiça justificável. Achei injusto levarem apenas ela ao estádio, porque, para mim, ou todos os antigos amigos iam, ou não ia ninguém, por ser desrespeitoso com os fãs dos outros personagens; porém, como Cloe se tornou mais próxima da Pokégirl de Sinnoh, é compreensível que tenha a chamado para acompanhá-la quando decidiu assistir ao Ash pessoalmente. O engraçado é que, a partir dessa ida da Dawn a Galar, surgiram vários comentários nas redes sociais de que ela era a melhor amiga do garoto Ketchum, que só ela se importava em ver a maior conquista dele, etc. Sendo que é óbvio que a Dawn só recebeu esse privilégio por causa do lançamento dos remakes de Sinnoh durante a série Jornadas, de modo a garantir muito destaque para ela. Certamente, se não fossem os roteiristas, muitos outros amigos iriam estar no Estádio Wyndon, basta lembrar, por exemplo, que a May desde a sua estreia destaca como adora viajar e o Professor Nogueira (Kukui) ama levar seus alunos para uma viagem também. 

De qualquer modo, foi muito legal ver a Dawn torcendo pelo Ash, cheia de energia como de costume, e Piplup com a roupinha de torcida. Dois pontos altos das suas observações foram quando ela viu pessoalmente o considerado maior treinador do mundo usar a sua técnica do Escudo Contra-ataque e quando notou a semelhança entre Ash e seu oponente. O seu paralelo com a Cloe também foi engraçado de se acompanhar, pois, enquanto ela se mostrava entusiasmada e uma boa conhecedora de muitas das atitudes do amigo, a Pokégirl mais recente estava sempre surpresa, confusa ou temerosa.

Mas, finalmente aconteceu. Durante o confronto final entre Pikachu e Charizard, tivemos um presentaço! E isso em todos os sentidos: a animação, que desde o primeiro episódio da luta já estava superior a vários outros episódios, no final beirou a perfeição, coisa mais linda; teve trilha sonora nostálgica; os antigos companheiros assistindo ao Ash; e até Pikachu reencontrando espiritualmente, se é que posso falar assim, em sua quase derrota, todos os companheiros de equipe que conheceu desde que partiu em jornada com o seu treinador. Nossa, isso foi perfeito! Foi surreal! Eu chorei demais!

Foi tudo tão bem planejado, tão delicado como aconteceu. Até mesmo pudemos ter novidades, como: Brock e Cilan finalmente descobriram que o amigo deles em comum que não mencionaram o nome quando se conheceram é o Ash, além de o médico ter conhecido a Alexa; e Max, May e Serena se conheceram pessoalmente e, talvez, as duas Pokégirls estejam juntas no novo projeto da Elisia. Nossa, um presentão! E ainda teve a entrega do troféu com toda a equipe alegrinha, coisa mais linda.

E o que falar de Ash e Pikachu, não é mesmo? Um garoto que resolveu desbravar o mundo inteiro aos dez anos, enfrentando os treinadores mais fortes e perdendo, mas sempre se mantendo de pé e tentando de novo; e um pequeno Pokémon que decidiu que queria ser forte sem precisar evoluir. Olha só aonde eles chegaram, os mais fortes do mundo! O último episódio precisava ser deles, de todas as aventuras que viveram, das pessoas e Pokémon que conheceram, do resultado que foi acordar tarde no dia mais importante de um jovem treinador prestes a começar a sua jornada. E foi a amizade mais pura que surgiu desse atraso que mudou a vida de muitos outros jovens treinadores, marcaram suas histórias, por isso nenhum deles podia acreditar quando viram que Pikachu ia cair. E, bem, ele não caiu, não dessa vez. 

Por isso, sim, acho que a batalha se propôs e conseguiu ser a nova melhor de todo o anime, sobretudo nesse episódio final. Alguém mais se emocionou com a visão do Pikachu? Quem mais gostaram de rever dos antigos amigos? Acreditaram na vitória do nosso menino Ash? Conseguiram conter as lágrimas? Adorarei ler as suas opiniões! Agora, se me derem licença, preciso assistir esse episódio pela sexta vez! Haha


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Sobre Ersj
anos, Recife-PE, tem Pokémon como a sua franquia preferida desde os 7 anos. Sua mídia favorita é o anime, seguida dos jogos da saga principal e de Pokémon Go. Ama livros e séries, principalmente de fantasia; os filmes que mais assiste são animações, e “Imagine Dragons” é a banda pela qual tem maior apreço. Seu Pokémon predileto é o Pikachu e seu maior sonho é se tornar um escritor.
E-mail: ersj@pokemothim.net

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