logo

Pokémothim

Nos Bastidores do Anime: O Triângulo Amoroso de Pokémon Crônicas!


Olá, Thunders!

Recentemente, eu reassisti Pokémon Crônicas e me permiti estudar melhor um detalhe muito curioso. Esse especial do anime – que inclusive está disponível também aqui no site – do nada tentou nos passar um ship entre Misty e Tracey. Porém, ao mesmo tempo, detalhes desses episódios sugerem que exista um possível interesse romântico entre Tracey e Daisy. Ou seja, por que, com tão poucos episódios, Pokémon Crônicas tentou nos fazer shippar Misty e Tracey e Daisy e Tracey ao mesmo tempo? Vamos nos aprofundar sobre!

Antes de começar a postagem, apesar de saber que provavelmente isso será inútil, o Tracey deve ter a idade do Brock (15 anos). Quando se fala em um casal Misty e Tracey, fala-se projetando para o futuro, quando estiverem adultos, não no presente, o que faz com que essa diferença de cinco anos de idade seja irrelevante. Outro detalhe, se você é um Pokéshipping imaturo que vai surtar porque um dos ships da postagem envolve a Misty, por favor, não gaste nem o meu tempo e nem o seu e se divirta lendo outra postagem. Com isso dito, desejo-lhes uma ótima leitura! 


De onde surgiu indícios mais sólidos do Orangeshipping, como é conhecida a junção de Misty e Tracey entre os fãs por terem viajado juntos  pelas Ilhas Laranja (Orange Islands)? Na época em que se aventuraram com Ash, não aconteceu nada de realmente considerável. É claro que os shippers vão trazer uma fala específica, como Misty dizendo que esperava que Tracey fosse com eles para Johto, ou um gesto específico, como quando eles se abraçaram para se proteger de um Rhyhorn, etc, como sempre fazem para legitimar; mas, de concreto, de canônico, não tivemos nada. Até porque esses e vários outros argumentos podem simplesmente simbolizar apenas a amizade e intimidade deles como bons amigos.

Quando as coisas passaram a mudar? A partir da decisão de tirar a Misty definitivamente do anime. Uma entrevista com Masamitsu Hidaka, ex-diretor e artista de storyboard do anime, confirmou que a equipe do anime não traria Misty de volta como companheira de viagem do Ash, no máximo em participações rápidas. Isso realmente foi mantido até o arco final de Jornadas, em uma exceção só para se despedir de Ash com os primeiros amigos de volta. Além disso, o artista ainda brincou que as Pokégirls no anime precisavam ser trocadas para agradar os olhos do público masculino. Não se sabe o quanto, de fato, isso foi o que mais pesou na troca da Misty, mas entender essa vontade de trocá-la e já terem decidido que não queriam trazê-la fixamente de volta é importante para compreender o que vem a seguir.

Pokémon Crônicas
é um compilado de episódios especiais que cronologicamente – exceto o mini-arco do Raikou – se passa em paralelo aos episódios da série Rubi & Safira, mais conhecida como Geração Avançada. A proposta era mostrar a vida de queridos personagens do anime que não mais estavam tão presentes nos episódios principais. Nisso, tivemos Misty e Tracey, na época os únicos companheiros de viagem do Ash que não mais viajavam com ele, ganhando foco nos episódios paralelos. Assim, pudemos ver mais da interação de ambos sem que dependesse do protagonista, sem mencionar que eles começaram a se ver com grande frequência, sendo um hábito comum as visitas do Observador Pokémon ao ginásio da amiga.

Antes de ser mais claro quanto ao que é mostrado nos episódios de Pokémon Crônicas e o surgimento desse "triângulo amoroso", é importante destacar mais um tema: a força dos ships. Muitos fãs não ligam, acham bobeira ou até estranho se falar de ship em desenhos com crianças, embora isso sempre tenha existido, a exemplo de Dragon Ball, que, desde cedo, juntou Goku e Chichi. E, compreendam esses fãs ou não, os ships seguram muitos fãs e tornam personagens ainda mais populares. Independente de quererem ou não que fosse canon, o Ash tem muitas cenas ships com personagens que viajaram com ele. A May, por exemplo, foi mais desenvolvida para ter um relacionamento futuro com o Drew, mas também teve muitas cenas que brincaram tendenciosamente com o Advanceshipping (Ash x May). A exemplo, episódios que apontam a ideia de eles se gostarem romanticamente, embora eles neguem; ambos nadando sozinhos entre vários Luvdisc; etc.

Então, criar ships e fortalecê-los, mesmo que não canonicamente, é uma estratégia para popularizar mais os personagens, e os roteiristas adoram explorar isso com Ash. Entendido isso, não cabia mais, para eles, ficar alimentando o Pokéshipping na série Rubi & Safira, porque eles não queriam trazer a Misty de volta. Se houvesse planos de, pelo menos, talvez, recuperarem ela no futuro; mas já haviam decidido que não. Prova disso é que em nenhum dos retornos da Misty, seja os de Hoenn, seja em Alola ou Jornadas, trouxeram um indício canônico do ship. Pode-se citar uma cena ou outra que os shippers gostem ou que gere teorias, como dito no Orangeshipping, mas nada explicitamente romântico. Era muito mais interessante para os roteiristas, na Geração Avançada, impulsionar o Advanceshipping do que o Pokéshipping.

E aqui entra o provável motivo para terem impulsionado o Orangeshipping em Pokémon Crônicas. Como mencionado, não havia qualquer indício convincente que Misty e Tracey poderiam formar um casal no futuro. Na realidade, muitos acreditavam, e com certo sentido, que o Observador Pokémon era um Pokéshipper também. Os roteiristas tinham um grande desafio: o Pokéshipping era muito forte. E até hoje acredito que continua a ser um dos maiores. Mas, tendo em vista que os indícios abertamente românticos do ship partiam da Misty, não bastaria apenas fazer Ash ter cenas e situações shippáveis com a May, até porque ele não demonstra nitidamente sentimento romântico algum, os roteiristas sempre jogam para outros personagens fazerem isso. Era preciso convencer os fãs de que o sentimento já explorado da Misty não existia mais. Como fazer isso? Tomem um novo ship.

Entrando com calma nos episódios do Pokémon Crônicas, o primeiro em que vimos Misty e Tracey interagirem, e segundo de ambos na série especial, foi "A Insígnia Azul da Coragem!". Nele, Tracey faz uma visita à amiga e se empenha em ensinar seu Psyduck a nadar, quando Sakura aparece para desafiar a líder de ginásio. No meio disso, Misty descobre que as insígnias acabaram e suas irmãs esqueceram de avisar, por isso parte em uma aventura com Tracey e Sakura para acharem o artesão que faz as Insígnias Cascata. Após algumas situações e Psyduck parar ladrões que levariam as insígnias, a garota consegue renovar seu estoque e batalha contra Sakura, perdendo e dando a ela o seu distintivo.

Onde se inicia o Orangeshipping aqui? Assim que Sakura chega ao Ginásio de Cerulean e vê Tracey, que ela não conhecia, já que é uma amiga que Misty fez em Johto, quando estava com Ash e Brock, automaticamente ela disse que não sabia que Misty tinha um namorado, o que deixa ambos surpresos. Isso foi claramente proposital. Quando Sakura conheceu Misty com Ash e Brock, ela não achou que qualquer um dos dois fosse namorado dela. E isso de o roteiro colocar para alguém mencionar que tais personagens são um casal e eles negarem é um clássico, não só entre os animes. Em Pokémon mesmo isso foi feito com Ash x May, Ash x Serena, Ash x Vitória e mesmo Ash x Misty quando ainda viajavam juntos, só para dar alguns exemplos. 

Muito simples nesse primeiro episódio com eles dois. Mas, dois episódios depois, veio "Um Encontro com Delcatty!", e é aqui que o negócio começa a ficar bizarro. Enquanto Cassidy e Butch planejam roubar um Delcatty de um treinador de Cerulean, Misty cuida do ginásio, já que mesmo com suas irmãs em casa elas decidiram se dedicar completamente à carreira de modelo. Tracey e Casey chegam ao local, o garoto para levar mais de uma comida Pokémon especial do Professor Carvalho, a garota porque quer assistir ao jogo de Beisebol dos Electabuzz contra os Starmie na cidade. No meio disso, Misty recebe uma carta, pedindo um encontro no farol de Cerulean, indo até lá com Casey, já que Daisy faz Tracey ficar para limpar a piscina no lugar dela. No farol, as garotas conhecem Georgio, que chama Misty para um encontro, revelando gostar dela. 

Com a Líder de Ginásio recusando os sentimentos, ainda que tímida, fazem um acordo: se ela perder a batalha, vai com ele para o jogo de beisebol, mas se ganhar nunca mais precisará vê-lo. Por ser líder de ginásio, a garota não recusa o desafio. Resumidamente, Misty ganha, impede Cassidy e Butch de roubarem o Delcatty do garoto, e Casey que termina saindo para o encontro no jogo com Georgio. No fim, Misty conta a Tracey e Daisy o que aconteceu e diz que o garoto era legal, mas ela tem muitos afazeres no ginásio. Então, reflete sozinha sobre o seu papel como líder de ginásio, querendo ser a melhor, enquanto Daisy sairá para jantar com Tracey como compensação por ele ter feito o trabalho duro do dia.

Vamos lá. Primeiro, logo no começo do episódio, quando Casey chega ao Ginásio de Cerulean e conhece Tracey, pela mesma situação com Sakura – ser de Johto – ela logo acha que ele e Misty são namorados. Então, a nossa querida Pokégirl nega, perguntando-se porque todos pensam isso, o que pode indicar que não foi só Casey e Sakura. Um detalhe interessante é que, dessa vez, dá para ver que Misty corou com a insinuação do namoro. Segundo, a dublagem ocidental faz parecer um encontro desde o início, mas, no original, a carta parece ser uma ameaça de morte, tanto que Misty pede ajuda a Tracey, antes de sua irmã colocá-lo para trabalhar. Convenhamos que foi uma mudança compreensível para um anime infantil.

Muitos já sabem que a 4Kids Entertainment, responsável pela dublagem estadunidense do anime, esteve por trás de vários dos indícios mais concretos do Pokéshipping. Não de todos, que fique claro (a exemplo da cena em que Misty diz a Brock, também na versão original, que é mais fácil gostar de alguém que gosta de "você" do que de alguém que não gosta, ficando tímida quando o amigo pergunta como ela sabe daquilo), mas da maioria, o que inclui as músicas que são tão usadas como provas, pelos shippers. Ou seja, quase todas as falas que tentavam mostrar Misty abertamente apaixonada por Ash foram inventadas, literalmente, na dublagem, porque não existiam na versão original. E, embora muitos digam que é porque a equipe da 4Kids era louca pelo Pokéshipping, eu acredito que é só por aquela discussão aqui já apresentada, da força dos ships para impulsionar o anime, o que fez eles quererem explorar bastante Misty x Ash e, depois, não quiseram parar mais, mesmo quando eles já tinham se despedido. 

Essa nota é importante para entender o terceiro ponto desse episódio, porque, enquanto na versão japonesa há uma cena na qual Georgio pergunta se Misty está o recusando por já gostar de alguém, o que a faz ficar corada e negar, com Psyduck dando uma provocada nela por saber a verdade; a 4Kids mudou a cena, fazendo Casey perguntar apenas se ela gostava daquele romantismo brega, o que foi seguido pela dublagem brasileira. A questão é: por que a 4Kids alterou essa parte específica? Há quem diga que foi para esconder que Misty negou ter sentimentos por Ash, ao afirmar não gostar de ninguém, mas a situação toda deixou bem claro que ela gostava, sim, de alguém. Para mim, essa justificativa não faz sentido. Por outro lado, parece que eles quiseram esconder um possível indício forte do Orangeshipping. E é muito nebuloso saber a verdade, porque Psyduck dar uma risadinha mostrando saber de quem Misty gosta não deixa as coisas claras. Psyduck viu a dinâmica de Misty e Ash desde o início, podendo ser, sim, pelo Ash; mas o episódio anterior mostrou que Tracey e Misty têm passado bastante tempo juntos, inclusive tentando ensinar Psyduck a nadar. Ele até presenciou Sakura perguntando se eles namoravam, o que faz com que Psyduck saiba muito bem se ela gosta ou não do Tracey agora.

Mas, não para por aí, porque a 4Kids, além de descaradamente ter modificado essa cena sem nenhuma explicação clara, mudou o final. Depois de fazê-lo limpar a piscina, Daisy diz que aceitou sair para jantar com Tracey. Ou seja, o garoto pediu para os dois terem um encontro. E, adivinhem, isso não existe na versão original! Na versão japonesa, a irmã da Misty apenas afirma que o Observador Pokémon tem ajudado no ginásio, porque, em uma cena supercurta que a 4Kids retirou, mostra que, em dado momento, Daisy o chamou para outros serviços. Em outras palavras, eles tiraram a cena de Tracey consertando os canos e mudaram o contexto da Daisy contando isso para Misty, para um encontro entre ambos. Para quê? Juntando isso, a Pokégirl corada com a ideia de Tracey ser seu namorado e a provocação de Psyduck que também a fez corar, será que eles tiraram a Misty demonstrando gostar de alguém só porque ela disse que não, apesar de ter ficado nítido que sim, principalmente depois de eles terem feito tanto pelo Pokéshipping? Ainda vale lembrar que, muito provavelmente, a Daisy é adulta. E não acabou, vamos ao último episódio. 

Cinco episódios depois veio "Luvdisc É a Coisa Mais Maravilhosa do Mundo!", no qual Cassidy e Butch são mandados atrás dos Luvdisc recém-capturados de Misty e Daisy, para reverter o poder do amor deles e destruir o amor no mundo. Pois é, a trama maligna desse episódio é essa. O problema das irmãs é que Caserin, o Luvdisc macho, não é correspondido pela Luverin, a Luvdisc fêmea, ao mesmo tempo que Daisy planeja seu novo espetáculo subaquático, envolvendo Misty e Tracey, mas os amigos se recusam a ajudar por terem muito trabalho a fazer. A dupla da Equipe Rocket sequestra Luverin, o que faz os heróis iniciarem uma perseguição que termina com Caserin preso também. No entanto, trabalhando juntos, os Luvdisc fogem e, sob comando de Misty e Daisy, derrotam Cassidy e Butch. Com a paixão de Caserin agora recíproca, Daisy realiza seu espetáculo com Violet e Lily, respectivamente, no lugar de Misty e Tracey. No fim, toda a plateia é pega pelo poder do amor dos Pokémon, e Misty e Tracey se juntam para tirar fotos dos casais.

Aqui é interessante porque, apesar de ninguém sugerir que Misty e Tracey namorem como nos episódios anteriores, enquanto Daisy conta sobre o espetáculo subaquático dela, são mostradas imagens da dupla como casal idealizado por ela para a peça. Misty e Tracey representariam uma sereia e um príncipe que se amam, mas não param para admitir isso, o que faz o poder do amor dos Luvdisc ser necessário para despertar esse sentimento deles. Se a gente pegar o conteúdo do episódio anterior, no qual Misty demonstrou gostar de alguém, mas negou, e terem feito ela e Tracey negarem o namoro duas vezes seguidas, é bastante conveniente que o tema da peça romântica da Daisy pensada para os dois seja esse. Claro, eles negaram participar, e, no final, nenhum dos dois foi contagiado pelo amor dos Luvdisc, embora tenham assistido à peça juntos, como os demais casais no ginásio.

Vendo a versão japonesa do episódio, descobrimos algumas coisas interessantes. Novamente, a 4Kids fez mudanças para o ocidente, como já era esperado. Além de no texto original não haver esse plano de usar o amor do Luvdisc reverso para acabar com o amor no mundo, a narração no início do episódio é feita pelo Tracey, que conta que foi chamado por Daisy para conhecer os Luvdisc. Contudo, a 4Kids mudou isso, em uma narração que fala sobre o amor estar no ar e, óbvio, terminando com uma afirmação de que esse amor não é entre Misty e Tracey. Não tem NADA a ver com o original. Nada. Foi só uma forma de dizer, antes de todas aquelas cenas deles de casal, na cabeça da Daisy, que eles não se amam. É surreal de tão escancarado que é o apelo deles. Outro detalhe mudado na dublagem é que Tracey percebe que Daisy só o convidou para Cerulean naquele dia para juntar ele e Misty para o espetáculo, mas tiraram essa conclusão dele, provavelmente para só manter como se a irmã da Misty quisesse ele por lá por gostar dele.

Os episódios de Misty e Tracey, não os individuais, mas os três que tem os dois protagonizando, vão contando uma historinha. No primeiro, somos introduzidos a ideia de que eles são namorados, que se repete depois com a confirmação de que essa conclusão é comum entre os que visitam Cerulean; no segundo, Misty cora com a pergunta e revela estar gostando de alguém no presente e Psyduck confirma, não se sabendo se ainda é Ash ou Tracey; e, no terceiro, os roteiristas nos entregam uma sequência de cenas fantasiosas na cabeça de Daisy dos dois como casal. Sobre esse último, vale destacar dois pontos: primeiro, a prévia do episódio foi quase toda com essas cenas de ambos, como se quisessem dar a esperança nos fãs de que Misty e Tracey realmente estariam vivendo a cena romântica; segundo, esse recurso de fazer dois personagens aparecerem como casal em fantasias é muito usual para fortalecer e confirmar indiretamente ships, como o próprio anime Pokémon fez na série Sol & Lua.

Posteriormente, Misty e Tracey só interagiram em tela uma única vez,
durante o começo das aventuras de Ash pela Batalha da Fronteira, quando ambos se reencontraram no Laboratório do Professor Carvalho. Descobrimos que Misty ganhou um ovo de Tracey, nascendo um Azurill. Juntos, os amigos, Marill e Azurill enfrentam a Equipe Rocket, por sinal, colocando os treinadores como uma dupla em paralelo a Ash e May, que usam também como uma dupla seus Bulbasaur. A série Preto & Branco, ainda que não mostre, faz o Professor Carvalho mencionar que Tracey estava com Misty no Ginásio de Cerulean, quando Ash voltou de Unova, o que mostra que mantiveram a prática de se encontrar por lá. Ainda assim, de Kalos até Alola, o anime evitou ao máximo citar o Observador Pokémon, e Jornadas só o mostrou de fato nos episódios finais, mas ainda sem nenhuma fala além de cumprimentar Ash, antes de sair para um lugar indeterminado.

Vendo tudo isso, ainda mais pelo conteúdo original, acho que dá para se entender de onde saiu a ideia de dar força ao Orangeshipping, mas, ao mesmo tempo, observando a versão dublada, percebe-se a bagunça que a 4Kids fez por conta do Pokéshipping. Na dublagem, ao mesmo tempo em que brincavam com a possibilidade de Misty e Tracey serem um futuro casal, faziam Tracey ter encontros com Daisy. E isso é muito estranho! Ainda mais com elas sendo irmãs. Foi justamente tentando entender porque os roteiristas fizeram isso que descobri que, na realidade, foi a 4Kids, o que me levou a querer desenvolver essa matéria. O que vocês acham? Sabiam o quanto a 4Kids tinha alterado esses episódios? Acham o Orangeshipping um surto dos roteiristas? Gostam da ideia? Adoraria ler as suas opiniões, contanto que com respeito!


Leiam Também:
Sobre Ersj
anos, Recife-PE, tem Pokémon como a sua franquia preferida desde os 7 anos. Sua mídia favorita é o anime, seguida dos jogos da saga principal e de Pokémon Go. Ama livros e séries, principalmente de fantasia; os filmes que mais assiste são animações, e “Imagine Dragons” é a banda pela qual tem maior apreço. Seu Pokémon predileto é o Pikachu e seu maior sonho é se tornar um escritor.
E-mail: ersj@pokemothim.net

A Pokémothim com a sua cara!

Personalize do seu jeito!

Temas

Padrão

Fechar