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Torneio de Mestres, o Problema Vai Além do Metagross!


Olá, Thunders!

Desde que começaram a vazar informações do Torneio de Mestres, tenho buscado temas fora do habitual para trazer para cá, por exemplo: "Quais dúvidas o Torneio de Mestres respondeu sobre os campeões no anime?", "Palpite de qual será o terceiro Pokémon ainda não revelado do Steven!", "A relevância de Diantha e Cynthia chegarem às semifinais!", "Alain e Iris não foram escolhidos só porque sim!", entre outros. Não sei exatamente o motivo, mas acabei desistindo das postagens. Um detalhe a mais é que uma dessas serviria como especial de aniversário de 3 anos que fiz no site, por isso era tão importante para mim trazer um tema legal sobre o torneio. Mas, pelo título, já ficou bem claro que não foi bem assim.

Então, tendo sido explicado o meu drama pessoal, do quanto é triste acabar tornando esse assunto a minha postagem que tanto tentei formular sobre o torneio, começo esclarecendo que não, o problema da batalha de Ash vs Steven não surgiu agora. Embora muitos já tenham se incomodado desde o Alain, outros parecem só ter enxergado agora que a forma como lidaram com essa primeira fase do torneio foi péssima. Pior, podem reduzir tudo a uma escolha mal feita de Pokémon usados, incoerência de algum personagem, entre outros motivos particulares; quando, na realidade, repetindo o que já escrevi, o problema se mostrou desde o início dessa competição. Com isso explicado, desejo a todos uma ótima leitura!


Seria o Torneio de Mestres a pior competição mostrada no anime? Ele tem as piores batalhas de todos os tempos? Bem, não vamos exagerar a tal ponto. Primeiro porque só vimos a primeira fase; segundo porque o torneio tem tido os seus pontos positivos, não desconsideremos tudo. Sobre isso, podemos citar os maravilhosos retornos de antigos personagens que nem pensávamos que Jornadas se daria o trabalho de recuperar; interações ótimas entre os participantes; algumas músicas em momentos chave que dão um toque a mais; reencontros; e até mesmo algumas partes das batalhas. Porém, é justamente aqui que mora o grande problema desse evento.

Enquanto lá na primeira batalha, Leon x Alain, alguns se preocupavam em reclamar sobre um Charizard na forma comum derrotar um na Megaevolução X – algo que acho bastante bobo, por sinal, para quem conhece o anime e sua espetacular dinâmica de fugir do previsível, tornando o universo mais livre – o déficit do Torneio de Mestres já se mostrava. Dentro da animação, é perfeitamente normal que o famoso Charizard do Leon derrote até mesmo o "inesgotável" – leiam com ironia – Mega Charizard X do Alain. Ele é mais forte, foi melhor treinado e tudo bem. Existem explicações plausíveis. Sem falar que, pelo que conhecemos do campeão de Galar, ele é um grande estrategista, no que diz respeito a usar ataques com vantagem.

Aqui, meus caros, entra o golpe mais baixo desse torneio, indo contra o elogio que há pouco fiz, e que, na verdade, tem sido usado muito por Jornadas: apelo para vantagem de tipo. O anime abusou muito de romper com a ideia de vantagens até a atual série, quebrando a previsibilidade de muitas batalhas e até permitindo que o Pokémon em desvantagem vencesse (claro, apoiado em alguma estratégia). Além de fugir do óbvio, isso alongava as batalhas, permitia que ficassem mais acirradas. Mas, agora, mais especificamente nesse torneio, as vantagens de tipo estão no auge do seu fiel funcionamento. Não significa que elas nunca poderiam funcionar, mas deveria ser usado mais moderadamente, como antes. Em alguns caos, como com Milotic, vemos o Pokémon resistir a um ataque Elétrico, mas perde após receber um segundo movimento qualquer com a justificativa de já ter ficado suficientemente fraco. Inclusive, fica aí o toque para quem tanto critica o anime não fazer o Pokémon com vantagem sempre vencer, até porque, nos jogos, muitas vezes basta um único ataque vantajoso para derrotar o adversário (nossa, as batalhas estão tão emocionantes...).

Enfim, mas nem se resume só às vantagens, até mesmo ataques poderosos. Sendo um pouco mais didático, exemplifico com o Fishious Rend (Branquimordida, na dublagem), o qual, se usado por Dracovish com a habilidade certa e da forma mais sábia, causa um estrago. Quem entende do metagame sabe do que estou escrevendo, muito mais do que eu, a propósito. Então, para quem não absorveu a derrota rápida do Mega Metagross do Steven, simples: ele foi atingido por um ataque do Dracovish que, teoricamente, tirou muito da sua vida; depois, levou o movimento mais poderoso do Pikachu e foi finalizado pela Cauda de Ferro. Essa foi a explicação que o episódio queria que os telespectadores aceitassem. E, tudo bem, sentido ela tem.

No entanto, quando alguns fãs se incomodam com a velocidade em que o Mega Metagross foi derrotado, esquecem que uma situação tão sem sentido quanto aconteceu em poucos minutos antes: Pikachu, o Pokémon mais forte do Ash e que costuma brilhar nas ligas, ficou acabado apenas com um ataque. O Pikachu do Ash levou nada mais nada menos que dois golpes, apenas dois golpes, mas no primeiro já estava fraco. "Ah, mas era um Mega Metagross". Ah, escrevo eu! Era o Pikachu do Ash! Os dois Pokémon ficaram esgotados muito rápido. Sabe por quê? Porque deixando o Pikachu naquele estado logo no início da batalha, já se passava uma ideia de conclusão, "a luta precisa ser resolvida logo, já está no fim, olha só como está o Pikachu". O esgotamento do mascote da franquia era a justificativa para se finalizar a luta o quanto antes, pois, "visualmente", ela já estava no fim, o desfecho deveria ser imediato para a vitória do garoto Ketchum. Os animadores ou roteiristas nem mesmo se deram o trabalho de deixar o Metagross aparentemente fraco após receber o dano do Dracovish, para ser mais convincente. Sendo sincero, todos os Pokémon nessa batalha, talvez com exceção de Gengar, foram rapidamente nocauteados. Até mesmo Cradily, já que sua vida estava sendo constantemente regenerada. 

Para além das vantagens de tipo seguidas à risca e de movimentos muito fortes causando grandes estragos, ainda tem as afirmações dos personagens. Seja o juiz ou outro personagem qualquer, alguém sempre lembrava para ficar claro para os telespectadores: "esse golpe deu muito dano por ser supereficaz", "o ataque é muito poderoso e afetou bastante tal Pokémon". No exemplo anterior, do Dracovish, basta reassistir que perceberá que são usadas palavras de afirmação para enfatizar que o golpe causou muito dano ao Metagross. Então, mais uma vez, sendo justo, tem sentido, mas não deixa de ser uma quebra de expectativa e de ficar abaixo do nível de várias outras batalhas que já tivemos no anime. Para mim, a batalha contra Volkner continua a ser a melhor que teve até então na série Jornadas, o que é uma pena, visto que vimos grandes treinadores, dos quais a maioria eram campeões, duelarem pelo maior título almejado por todos no momento.

Ainda tentando esclarecer esse ponto das afirmações dos personagens, posso exemplificar. Digamos que um filme qualquer tem um personagem principal que possui um potencial incrível e que sai em uma aventura com alguns amigos. Daí, pessoas que esse protagonista vai conhecendo sempre lembram a ele que é inteligente, um grande estrategista, tem um poder descomunal, etc, etc, etc. Ou seja, são feitas afirmações para convencer os telespectadores do que os profissionais por trás do filme querem que eles aceitem como uma verdade. Mas, quando para para analisar a obra, nota que aquele personagem não fez nada para provar todas aquelas características atribuídas a ele. Você acredita porque é o que o filme está te passando, mas não é em momento nenhum colocado em prática, não se torna convincente. E aqui está o ponto, muitas dessas batalhas não estão convincentes para quem é acostumado com as lutas mais desenvolvidas do anime. 

Percebe-se, então, que o que está errado nas lutas do torneio e que se repete em todas é muito mais do que um Pokémon não megaevoluído derrotar o que está sob efeito da mecânica, uma escolha não tão inteligente do Lance para enfrentar a Diantha, a estratégia final e não ofensiva da Iris para tentar derrotar o Mega Garchomp, ou o nocaute do Mega Metagross com apenas dois ataques do Pikachu (por sinal, discordo de alguns desses pontos). É sobre todo o planejamento dos confrontos: rápidos, por muitas vezes um Pokémon ser derrotado com um ou dois ataques; com conclusões "lógicas", mas que fogem da própria abordagem comum do anime, apoiando-se em vantagem de tipo, ataques fortes e afirmações de personagens de forma não convincente; sem uma troca acirrada de golpes, muitas vezes um Pokémon atacando e esperando receber o ataque do outro sem conseguir desviar (nem tentando, na realidade), lembrando até o sistema de turno dos jogos; e com uma animação ainda não tão fantástica quanto merecia a ocasião.

Obviamente, existe uma possível explicação para tudo isso: é a fase inicial. O Torneio de Mestres tem sido o equivalente à Liga Pokémon de todas as séries até então, e, se formos assistir as primeiras fases das competições anteriores, talvez até cheguemos a concluir que as batalhas que assistimos agora estão perfeitas. Mas, mesmo com essa explicação, é o maior torneio que existe, entre os maiores treinadores do mundo, com um potencial absurdo de ser levado como o ápice de batalhas no anime. É decepcionante e desmotivador acompanhar os confrontos dessa forma. Novamente, não são as piores lutas, ocorreram batalhas muito interessantes e emocionantes, carregadas de sentimentalismo. Contudo, não correspondem ao nível do que nos foi anunciado junto a divulgação do Top 8. Independente do problema do resultado entre Mega Charizard X e Greninja, caso se compare a batalha de Ash e Alain com qualquer uma dessas, o nível é nitidamente outro: melhor animada, mais acirrada, trocas incríveis. Não só essa, a contra do Sawyer, contra o Professor Kukui (Nogueira) e contra o Volkner, agora em Jornadas; são ótimos exemplos.

Honestamente, eu sigo empolgado com o Torneio de Mestres, assim como estive durante o tempo que assisti os quatro primeiros embates; sigo ansioso para mais diálogos e retorno de personagens, o meu desejo supremo de todos os amigos do Ash assistindo ele vai acontecer sim (por favor, Arceus); e sigo na positividade de que, realmente, apesar de infelizmente, ter sido menos empolgante nessa primeira fase por se tratar da primeira. Aguardo por duas batalhas sensacionais nas semifinais, porque nós merecemos bastante. De resto, deixo a minha teoria pessoal de que acredito em uma nova pausa do torneio. Assim como eles fizeram uma pausa antes das semifinais para finalizar o arco da Cloe, acho que devem fazer uma antes da final para finalizar o do Goh. Portanto, já vão se preparando, caso chegue a acontecer. 

Agradeço pela atenção! Adoraria saber a opinião de vocês, sempre respeitando as divergências; queria saber qual cena mais tocou seus coraçõezinhos e qual a melhor luta em suas opiniões. Acabou que não tive espaço para falar muito de coisas que gostei, mas os retornos de personagens assistindo e quase tudo que envolveu a Iris me encheram de alegria. Têm noção do peso que aquela selfie dela com a Diantha e a Cynthia tem? Pois é, é enorme! E minha batalha preferida foi a segunda, gostei demais dela. Mas, enfim, já escrevi muito. 

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Sobre Ersj
anos, Recife-PE, tem Pokémon como a sua franquia preferida desde os 7 anos. Sua mídia favorita é o anime, seguida dos jogos da saga principal e de Pokémon Go. Ama livros e séries, principalmente de fantasia; os filmes que mais assiste são animações, e “Imagine Dragons” é a banda pela qual tem maior apreço. Seu Pokémon predileto é o Pikachu e seu maior sonho é se tornar um escritor.
E-mail: ersj@pokemothim.net

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