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Pokémothim

Análise Geral da Série Sol & Lua

Olá, Thunders!

Com intuito de finalizar o especial e se despedir com excelência de Alola, foi confeccionada uma análise geral sobre o anime referente aos jogos Pokémon Sun & Moon, seja a parte mais técnica, seja a mensagem deixada e o peso que teve no que diz respeito a todas as séries existentes até então.




ANIMAÇÃO

Não é de se impressionar que, depois de três detalhadas temporadas em Kalos, esperava-se uma animação tão boa quanto ou ainda melhor da série que viria a seguir. No entanto, não foi bem assim. Pokémon Sol e Lua não somente passou por uma mudança de traço que infantilizou o anime e o enquadrou em um padrão mais CalArts Style, estilo de animação que ganhou foco a partir de 2010 e gerou diversas polêmicas entre os apreciadores dos desenhos mais antigos e os atuais, como também tinha uma qualidade mais descompromissada, com muitos detalhes visualmente desagradáveis e que destoavam constantemente por ora serem muito simples, ora mudar para expressões extremamente detalhadas e exageradas. Em resumo, o descontento dos fãs surgiu desde o primeiro pôster que apresentava essa nova fase do anime, mas teve motivos o suficiente para que continuasse por um bom tempo.

A verdade é que tanto os humanos como os Pokémon, vez ou outra, eram desenhados de forma "feia", ainda que o termo seja bem relativo. Contudo, o que era uma crítica à nova forma de animação passou a ser um argumento sem validade, ainda que usado com frequência, visto que, com o passar dos episódios, a animação foi sofrendo sutis alterações, que, para muitos, não foi perceptível, mas, para os mais atenciosos, foi muito nítida. Se os pôsteres de cada arco de Sol & Lua e os próprios episódios não forem o suficiente para a comparação, é só notar a utilização do Movimento Z "Gigavolt Destruidor" nos episódios finais. Como reutilizam a animação feita no primeiro episódio da série, ao ser executado mais para o final, fica muito perceptível como a animação foi alterada com o tempo.

E, como se já não fosse exaltada o suficiente, a qualidade da animação no final da liga foi digna de aplausos. Certo, de início deixou um pouco a desejar, até foi alvo de críticas dos fãs que esperavam grandes movimentações, mas, em algumas batalhas específicas e, principalmente, nos quatro episódios finais, foi feita de uma forma que tornou muito imersiva a experiência de acompanhar a conclusão proposta, possibilitou uma maior emotividade e satisfação com o desfecho.

Dessa forma, sim, a série Sol & Lua pecou muito no que diz respeito à animação, mesmo que haja uma teoria de o motivo para isso ser rivalizar e ultrapassar a audiência de "Yo-kai Watch", o que não necessariamente pedia a queda de qualidade, somente a mudança de traço. Ainda assim, diferente do que muitos dizem, ela não se manteve linear do início ao fim, houve uma melhora e isso precisa ser reconhecido, sobretudo por ter gerado uma das batalhas melhor animadas do anime como um todo.


COMICIDADE

Também presente desde o início, a comicidade era comentada como uma característica trazida de volta das origens, ou seja, da conhecida como "saga clássica", apesar de ser apenas afirmação de fãs, não oficial. A questão é que a justificativa para a mudança visual do anime, além da teoria sobre Yo-Kai Watch, era atrair mais a nova geração e abusar do lado cômico. Pasmem, deu muito certo! Em termos numéricos, Pokémon voltou a atrair um grande público e as crianças, aparentemente, acharam bastante graça do novo estilo de animação, contudo, isso não agradou a todos, principalmente aos fãs antigos.

As três principais estratégias cômicas observadas foram as seguintes: exagero nas expressões dos personagens, o que, como já dito anteriormente, gerou discussão, pois uns acharam engraçado e outros muito forçado e exagerado; situações "constrangedoras", como o Ash perder as suas calças na frente da Lulú ou balançar o "traseiro" para treinar o Rockruff; e a infantilidade do protagonista, o qual, apesar de ser criança, passou a se comportar de forma mais boba, novamente agradando a alguns, mas não a outros. A questão é que tudo foi trabalhado de forma que deixou o anime menos sério, mais bobo, e, claro, vai da opinião de cada um gostar ou não, embora o grande problema em relação à comicidade não seja, de fato, nenhum desses.

Achar algo engraçado depende do gosto, mas a inconveniência se torna um problema. A questão não era deixar de ter comédia, somente selecionar o momento apropriado para tal. Em minha opinião, esse foi o maior erro de Sol & Lua. Ainda que muitas cenas engraçadinhas soassem forçadas ao meu ver, agradavam a muitos outros, sendo que inseriram muita comicidade em Pokémon e batalhas do Ash, o que, de certa forma, atrapalhava o desenvolvimento do personagem. Rowlet foi o grande alívio cômico dessa geração no anime, ao lado, posteriormente, do Meltan, mas, basicamente, toda batalha que qualquer um desses dois fazia acabava por ter um momento cômico, ou seja, tirava a seriedade da situação. E isso não ocorreu apenas em batalhas comuns, como também na própria Liga Alola, evento mais aguardado da série, o que tirou o tom importante do evento nos dois primeiros confrontos do garoto de Pallet. Isso sem mencionar as Ultra Criaturas, mas essa parte será discutida posteriormente.

Havia momentos engraçados? Sim, mas muitos eram forçados, ou então episódios inteiros eram focados em cenas bobas para causar riso. Grande parte disso foi usada em momentos inapropriados, que deveriam ser mais sérios ou melhor trabalhados, e ainda era mais frequente no que dizia respeito ao protagonista e os seus Pokémon, o que, muitas vezes, fez parecer que as batalhas que ele mostrava tanto amar desde o início da sua jornada fossem uma grande piada. A ideia da comicidade ser mais trabalhada foi boa e deu certo para um certo público, mas também desagradou um grande grupo de fãs sedentos por confrontos épicos.


MÚSICAS

As aberturas do anime Sol & Lua foram muito temáticas, principalmente se trouxermos para as dublagens, embora o foco seja as originais, ou seja, japonesas. A primeira delas, "Alola!!", tem uma melodia mais divertida, assim como a letra, e introduz bem os fãs a essa noção mais escolar que colocaram no anime, mas sem deixar de mostrar o lado de batalhas sempre presente na franquia.

A segunda, "Future Connection", traz um ar mais misterioso acerca do Poipole, mas sem perder o lado animado e energético de Alola. Isso sem considerar que é visualmente muito bem feita, destaca a posição de heróis dos Ultra Guardiões e mostra as Ultra Criaturas como as figuras poderosas que são, ou quase isso.

Por último, em "Your Adventure", é passado todo um flashback para dar a noção de conclusão e ressaltar a evolução de Ash, os seus Pokémon e os seus amigos durante essa importante jornada. Na abertura, são mostrados indícios das conclusões de rivalidades do Ash, além de apresentar Nogueira colocando em prática o seu sonho de inaugurar a liga e spoilers da separação com os Pokémon, ao mesmo tempo em que a música é bastante instigante.

A respeito dos encerramentos, primeiramente teve o lúdico "Pose", ensinando como fazer poses para Movimentos Z; o amigável e familiar "Twerp, Twerpette", o qual trouxe um ritmo havaiano e cenas de união; o cheio de esperança "Notebook of the Heart", que pede para que ouça o coração; e o nostálgico "Type: Wild", que faz questão de te animar, lembrar que é um treinador e deve ir atrás dos seus sonhos.

De forma mais geral, a série Sol & Lua usou muito bem a trilha sonora, já que, além de trabalhar com músicas novas, também trouxe muitas das antigas, algumas com o instrumental levemente diferente, mas também abusou da nostalgia dos fãs. Esse detalhe se evidencia nas cenas de maior impacto, onde era tocada, por exemplo a abertura "XY&Z". Quando preciso, colocam algo mais triste, ou então uma melodia mais agitada. Souberam bem trabalhar essa parte, em minha opinião.


ARCOS

Quando foi apresentada a trama envolvendo uma escola, muitos telespectadores ficaram receosos sobre como isso seria trabalhado no anime, mas, creio que isso foi um grande alívio. O ambiente foi bastante visto nos episódios, mas eram raras as vezes em que a trama ficava totalmente centrada nele, muito menos a animação passou a ser uma série colegial. Nada contra, apenas vale ressaltar que seria uma drástica mudança no gênero da obra. Com isso destacado, vale ressaltar alguns arcos principais e o modo como foram abordados.

De início, já ocorreram grandes feitos, como, por exemplo, o Ash conhecer os seus amigos, batalhar contra o Tapu Koko, ganhar a Pulseira Z e o seu primeiro Cristal Z, capturar o Rowlet, derrotar o primeiro Totem e enfrentar o primeiro Kahuna. Ainda nesse arco inicial, houve a inserção da Equipe Skull, mesmo que tenham tido uma participação ínfima; capturas por parte da Equipe Rocket; o trauma da Lílian começou a ser trabalhado; Ash capturou mais dois Pokémon, teve a sua primeira revanche contra a deidade guardiã de Melemele e ganhou um novo rival. Observa-se, então, que foi um belo começo, ainda que as tramas não fossem assim tão complexas, bons feitos foram realizados.

Com a introdução da Ilha Akala e da Olívia, os amigos do Ash foram mais desenvolvidos, em especial o Kiawe e Vitória, pois o primeiro fez uma nova captura e a segunda ganhou o seu primeiro Cristal Z. Quanto ao Ash, derrotou outro totem e mais um Kahuna e presenciou a evolução do seu Rockruff para Lycanroc Forma Crepúsculo, que, por sinal, estreou na franquia pelo anime. Alguns personagens importantes para os protagonista foram apresentados, como Oranguru, Hilda e Horacio, além da incrível visita à região Kanto e a reaparição de Misty e Brock. Ou seja, um arco comum, porém, com um bom desenvolvimento.

O terceiro foi voltado para o Cosmog cuidado por Ash e os dramas da família da Samina. O Pokémon lendário evoluiu, no decorrer do arco, até a forma de Solgaleo; Lílian teve bastante evolução como personagem e mostrou a sua relação com a sua mãe e o seu irmão, o qual era acompanhado do Lendário Type: Null, posteriormente Silvally; as Ultra Criaturas foram introduzidas na trama; e, como nos jogos, ocorreu um breve momento de vilania para a líder da Fundação Aether, com Ash executando o Movimento Z exclusivo do seu Pikachu. E, para o desfecho, o herói se despediu do Lendário e presenciou um casamento entre o Professor Nogueira e a Professora Bruna. Arrisco dizer que esse foi um dos melhores arcos!

Sobre o quarto, iniciou de forma bem fraca, com alguns acontecimentos pouco relevantes, mas depois começou a se tornar mais interessante ao ter a primeira missão dos protagonistas como Ultra Guardiões, captura de um Meowth de Alola por parte da Matori, inserção do Real Mascarado e do seu Incineroar e apresentação do Luan. A partir da entrada da Ultra Criatura Poipole na equipe, os heróis continuaram a fazer missões para levar esses diferentes Pokémon de volta ao lar, mas, de modo geral, mesmo que fosse apresentada como uma situação de perigo e mistério, foram episódios desnecessariamente cômicos, sendo a exceção o do Celesteela e do Guzzlord, que, por sinal, trouxe o Mítico Zeraora em uma realidade paralela!

Houve mais desenvolvimento dos personagens principais, com uma ótima batalha do Kiawe, quase nova captura feita pela Vitória, mais um membro da família da Lulú apresentado e ganho de uma Pedra de Gelo por parte da Lílian. Inclusive, a Equipe Rocket ganha uma Pulseira Z e dois Cristais Z, sem falar que o Ash consegue, depois de perder e de muito treino, vencer o terceiro Kahuna com apenas um Pokémon, Lycanroc. Além disso, o Real Mascarado é trazido novamente, e Lulú presencia a evolução do seu Steenee para Tsareena.

Tudo isso desemboca no embate envolvendo o Necrozma, Pokémon Lendário que trava um confronto contra Solgaleo e Lunala, absorvendo ora um ou outro e assumindo novas formas. Os Ultra Guardiões se juntaram às evoluções do Cosmoem e chegaram ao destruído mundo dos Poipole, liderados por Naganadel, no qual o embate se desenvolveu também com a ajuda de Gladio. Enquanto isso, a Equipe Rocket fazia um ataque, mas Nogueira e Fábio se propuseram a cuidar disso. Com a energia enviada de todo o povo de Alola, Ash e o seu rival foram capazes de usar os Movimentos Z dos Lendários e devolverem a luz ao Necrozma, de modo a fazê-lo parar de causar problemas e salvar tanto Alola quando o lar do Poipole, que se despediu dos heróis.

Depois de mais episódios sem grande importância, um Stufful se junta ao Bewear que cuidava dos Rockets e Ash conhece um novo rival, o Hibi e o seu Dartrix, o qual rivaliza com Rowlet. Os pontos importantes aqui são: Vitória captura de um Eevee que gosta de surfar, Marlo; Brock e Misty visitam Alola e o primeiro captura um Comfey; Ash conhece Lélia, presencia ela se tornar uma Kahuna e vence o desafio contra ela, além de batalhar e perder para Gladio; Kiawe realiza um desafio e ganha o Movimento Z "Pancada Supersônica"; o Popplio da Vitória evolui para Brionne; Lulú revê a sua mãe morta e começa a cuidar de um Shaymin; um grupo de Meltan se aloja na base dos Ultra Guardiões e um deles entra para a equipe do Ash.

Ainda nesse arco, Guzma, o líder da Equipe Skull, é apresentado e revela ter a pretensão de destruir a liga recém anunciada. Sobre a Lílian, um arco envolvendo a busca do seu pai e os mistérios em torno de um Magearna desacordado se iniciam. O Charjabug do Chris vira um Vikavolt, e o treinador ganha o Cristal Z do tipo Inseto; Vitória encontra o sonhado Pokémon Kyogre, e Brionne evolui para Primarina; Lulú evolui as suas ambições gastronômicas e ganha o Cristal Z do tipo Planta; e Ash consegue o Movimento Z "Cataclismo Pírico" ao viajar para o passado e conhecer o jovem Nogueira.

Para o quinto e último arco, ocorreu a liga. Nela, praticamente, todas as batalhas foram exibidas e levaram a uma conclusão a muito tempo esperada, com uma vitória do Ash e o seu merecido título de campeão. Para além disso, houve a evolução do Meltan para Melmetal, uma invasão de Guzzlord, retorno do Poipole como Naganadel, revelação do Real Mascarado como Nogueira, evolução do Torracat para Incineroar, direcionamento dos protagonistas para seguirem os seus sonhos e despedida do Ash de Alola.

De modo resumido, acredito que Sol & Lua teve uma trajetória muito digna. Os personagens sofreram bastante desenvolvimento, ter os Lendários e Míticos no anime revelou ser um ponto muito positivo para a maior tensão dos conflitos, foi criada uma boa noção de continuidade e família, além de os acontecimentos terem sido muito coerentes e emotivos. A grande crítica fica para o arco dos Ultra Guardiões, que, apesar de ter o mini-arco do Necrozma bem trabalhado, ainda que corrido, ficou meio sem nexo. Se as Ultra Criaturas eram assim tão perigosas, por que não tratá-las como tal? Meio que pareceu uma grande brincadeira, sem falar que poderiam ter mostrado os mundos conhecidos de cada uma, mas, enfim, resolveram abusar inconvenientemente da comicidade.


PERSONAGENS

Os novos protagonistas foram muito carismáticos! Inicialmente, é possível que não simpatize de cara com nenhum, até porque é um grupo de crianças da escola, que fazem atividades meio aleatórias, mas, logo, cada um deles é aprofundado e se torna prazeroso desenvolver uma afeição por eles.

Chris traz, pela primeira vez, uma fisionomia de um protagonista gordinho, o que é algo inédito para os amigos do Ash, ainda que em termos de dotes científicos não seja muito inovador. Sua personalidade é de um alguém mais medroso, interessado nos estudos tecnológicos, sobretudo espaciais, e que gosta bastante de comer. Por outro lado, a Vitória é muito determinada, gosta de contar mentirinhas de pescadora e se provou uma verdadeira amante do mar e treinadora em potencial. Talvez seja a que menos fala entre os amigos, mas também se encanta com facilidade e dificilmente tem medo.

Kiawe é bastante emotivo e familiar. Não esconde o seu lado sonhador e, sempre que possível, participa de batalhas, além de ser bastante dedicado aos trabalhos na fazenda em que vive. É um garoto muito carismático e talentoso, podendo também ser atrapalhado. Já Lílian é muito estudiosa, tímida, inicialmente insegura e carinhosa. Por ter sido superprotegida, ainda tenta se tornar mais independente, mas, certamente, é um dos personagens que mais evoluiu, e a prova é o seu apego com os Pokémon.

Além disso, tem a Lulú. Ela mostra se dar bem com todos os personagens, sendo muito segura e firme em suas ações. Talvez seja apropriado dizer que é a "mãe do grupo", além de também ser muito esforçada no trabalho e ser uma grande cozinheira, tanto para pessoas quanto para Pokémon, está sempre alegre e tentando se aperfeiçoar.

O Rotom Dex teve uma longa participação, mas que foi reduzida mais a um papel cômico ou informativo. De qualquer forma, sei que muitos se acostumaram a vê-lo sempre ao lado do Ash, o que fará falta.

Outros personagens com destaque seriam o Professor Nogueira, grande mentor dos alunos, principalmente do Ash, por assumir temporariamente a guarda dele; a Professora Bruna, que entra nessa família improvisada e desenvolve uma relação de verdadeiro carinho com o protagonista; os membros da Fundação Aether e a líder Samina, que passam a ter muita participação, inicialmente como vilões, mas depois como base de comando dos Ultra Guardiões; e a Equipe Skull, a qual, apesar de tardiamente desenvolvida, foi bem suficientemente trabalhada na Conferência Manalo.

De resto, houve personagens menos importantes, como o Professor Carvalho e o seu primo, diretor Gabriel Carvalho; o carinhoso Bewear fêmea que cuidou da Equipe Rocket e o seu filhote Stufful; Brock e Misty em suas duas ótimas reaparições; Andreia, a velinha que cuidava do Litten; os Kahunas e os Tapu, com importantes aparições; a Delia, que reapareceu sempre que pôde para pequenas participações; e os rivais: Gladio, Hibi e Luan, os quais foram apresentados no decorrer da série, mas tiveram mais destaque durante a Conferência Manalo.

Ainda vale evidenciar a Equipe Rocket, que também teve grandes feitos. Pela primeira vez, derrotaram o Pikachu, sendo impedidos de pegá-lo pelo Bewear. Também fizeram uma base que consideram a segunda casa e se recusaram a levar os Pokémon de Alola para o Quartel General, com a promessa de retornar para eles. Outro ponto positivo foi que, em minha opinião, o lado cômico funcionou muito bem com eles nessa região. Não que nas outras não funcionasse, mas não tenho reclamações para o modo como foi feito na sétima geração, souberam encaixar bem e criar uma família também para eles.

Por fim, sobre Ash, há controvérsias. De modo geral, ele pareceu mais distante do seu sonho e das batalhas sérias em Alola, ainda que tenha se tornado campeão justo nessa região, contudo, absorveu diversos outros ensinamentos, principalmente no que diz respeito ao sentimentalismo e convivência com outras pessoas e Pokémon. Prova disso é o seu choro ao deixar a região e todos os amigos que fez nela antes de voltar para casa.

Sendo assim, acredito que os personagens são muito ricos e foram bem trabalhados, talvez bem mais do que muitos outros ao longo das demais séries do anime. No fim de tudo, cada um seguiu o seu sonho e continuou a desenvolver as ambições mostradas, se não no início, pelo menos no meio da história. Ainda há muita trajetória para todos esses incríveis treinadores.


POKÉMON

Por em grande parte dos episódios estarem fora das Pokébolas, os Pokémon tiveram muito destaque e suas personalidades foram muito desenvolvidas. O que dizer do Marowak de Alola brigão e animado do Kiawe, em contrapartida ao Turtonator calmo e centrado? Claro, não podemos esquecer do Charizard que, apesar de servir em grande parte como montaria, teve os seus momentos de destaque. Chris e o seu Togedemaru fêmea eram inseparáveis, principalmente por o seu Pokémon o afastar dos seus medos, além de tranquilo Vikavolt que ganhou do Ash quando ainda era um Charjabug.

Lulú teve apenas a sua fiel e inseparável parceira Tsareena, a qual sempre colocava ordem quando necessário e teve a breve companhia de um Shaymin. Primarina é a divertida e graciosa parceira da Vitória, acompanhada do Eevee surfista e desastrado. Enquanto a Lílian tem a sua pequena e mais brincalhona Vulpix e a companheira Magearna deixada pelo seu pai.

Quanto aos do Ash, Pikachu recebeu um grande destaque por meio do reconhecimento dado pelo Tapu Koko e o Movimento Z exclusivo "Choque do Trovão Fulminante". Nada mais justo, eu diria. Sobre os demais, Rowlet foi um ótimo alívio cômico, apesar dos pesares, e se mostrou um forte oponente para o seu rival Decidueye, semelhante ao feito pelo Bulbasaur. A sua personalidade sonolenta fez muitos rirem ou o acharem demasiadamente fofo.

Lycanroc se mostrou extremamente forte e resistente. Rockruff gostava bastante de batalhar, algo que se manteve quando evoluiu, mas em menor intensidade, já que também assumiu uma postura mais calma e vaidosa. Para compensar o menor interesse em buscar batalhas do parceiro, o que não significa que ficou mais fraco, Litten foi ganhando mais interesse nos combates de acordo com o seu maior treino e suas evoluções, até atingir a forma de Incineroar.

Completando a equipe, Poipole foi um Pokémon mais comercial inserido e sem muito desenvolvimento, até que se despediu do herói e retornou como um poderoso Naganadel, o qual surpreendeu muito na liga. Não contentado com uma Ultra Criatura, Ash ainda teve um desastrado Meltan que virou um enorme Melmetal, o qual se provou fisicamente muito forte, faltando apenas um pouco mais de treino.

Ao meu ver, essa foi uma equipe realmente muito poderosa. Diferente do que é dito pela maioria, não acho que o Rowlet evoluir foi o que ficou faltando, mas, talvez, ele se dedicar mais às lutas mesmo. Tirando isso, acredito que Ash conquistou uma equipe incrível nessa região e por isso teve tanto sucesso na liga, além do fator estratégia, já que foi muito inteligente na maioria dos confrontos. Como menção honrosa, vale citar Solgaleo, que não chegou a ser um Pokémon do herói, mas criou um belo vínculo com ele.


BATALHAS

Novamente pelo lado cômico, as batalhas em Sol & Lua não foram assim muito bem desenvolvidas. Quando os Pokémon do Ash batalhavam, majoritariamente, era um treino na praia ou algo do gênero. De resto, a maioria das lutas ocorria já contra um Kahuna ou em um treino para lutar com algum deles. Considero isso um ponto negativo.

A Vitória se mostrou uma ótima treinadora, mas também começou a ter batalhas mais significativas já no fim da jornada mostrada; enquanto o Kiawe pode ter sido o protagonista mais representativo nesse quesito, por, desde o início, ser mostrado treinando e batalhando para seguir a carreira do seu avô.

Entretanto, vale destacar que, apesar de em menor número, existiram batalhas muito significativas. Batalhar com os Kahunas, por si só, já é um grande feito, mas o Ash também teve a chance de enfrentar três das quatro das deidades guardiãs, além de, como já mencionado, ter participado dos confrontos envolvendo as Ultra Criaturas, Necrozma, a Equipe Skull, o invicto Real Mascarado e a Samina tomada por Nihilego. Por isso, ainda que não tenham ocorrido tantos grandes combates, Sol & Lua merece créditos por terem feito alguns poucos muito relevantes.


LIGA

Não há muito porque se prolongar nessa parte, pois existe todo um post falando sobre, esse facilmente acessado no fim dessa análise, mas a liga que começou com muitas críticas, foi concluída com inúmeros elogios. Não é para menos, pois, ainda que tenha iniciado de forma mais fria, com o avançar, foi ganhando mais emoção.

Essa liga mostrou todas as batalhas, ainda que algumas parcialmente, o que já foi um grande diferencial. Além disso, foi possível ver o destaque nos amigos do Ash e batalhas mais emotivas. O próprio Ash fez grandes combates nas últimas fases, além de ter enfrentado todos os rivais dos seus Pokémon e os derrotado, demonstrando superação e evolução.

A participação do Guzma e o seu passado foram algumas das temáticas trabalhadas nessa fase, o que tornou tudo mais interessante. Ao mesmo tempo, a própria amizade e segurança dos protagonistas foi testada, com resultados muito satisfatórios, por sinal.

A Conferência Manalo também contou com muitos Movimentos Z, estratégias, vilania, revelações e até invasões. Foi um verdadeiro arco cheio de surpresas, mesmo que a trajetória do Ash nela tenha sido levemente previsível, exceto pelo seu grande resultado que muitos apostavam ser impossível. Juntando isso a ótima trilha sonora, animação da partida de exibição e a inteligência do protagonista, tivemos uma ótima liga, mesmo que tivesse capacidade para ser ainda melhor se outros combates fossem melhor desenvolvidos.

Claro, também vale destacar a espetacular e única batalha que durou 4 episódios, a de exibição, que veio para satisfazer os fãs como um confronto completo, 6x6, e mostrar a equipe inteira do herói de Pallet contra o mais aclamado treinador de Alola, o Real Mascarado, ou melhor, o Professor Nogueira. O combate foi muito bem animado e acirrado, carregando muita emoção e com uma conclusão surpreendente envolvendo duas figuras importantes para Ash, o professor e Tapu Koko.


INOVAÇÕES

A primeira e mais surpreendente inovação desse anime foi a temática das mortes, que foi usada como foco em, pelo menos, três episódios. Stoutland, Minior e a mãe da Lulú tiveram bastante foco, inclusive fizeram muitos fãs chorarem. Com o público alvo sendo as crianças, é de se surpreender que tenham feito episódios tão dramáticos, ainda que seja preciso destacar que foram bastante delicados e cuidadosos com o assunto. Realmente foi uma quebra de padrões e essa discussão trouxe percepções muito bonitas e lições admiráveis.

A segunda mudança já ressaltada foi a inserção dos Lendários e Míticos. Como os filmes durante essa série estavam experimentando novos temas, ao invés de seguirem o padrão, os raros Pokémon de Alola foram levados para o anime e acredito ter ficado bem melhor dessa forma. Isso é um problema por parte dos filmes, que seguem uma linha ainda não tão bem definida, mas, para o anime, foi ótimo. Durante toda a jornada nas ilhas, Ash teve a companhia do Tapu Koko e, vez ou outra, de outra deidade guardiã. Houve a aproximação com Solgaleo e, posteriormente, com Lunala, além do trabalhado arco do Necrozma e das Ultra Criaturas que, para alguns, são Semi-Pseudo-Lendários. Além disso, os Míticos também marcaram presença. Marshadow em duas curtas cenas de um episódio irrelevante, mas Magearna, Zeraora e Meltan/Melmetal ganharam bastante destaque, um ponto positivo.

Por se manter fixo, o Ash manteve interações frequentes com alguns mesmos personagens. Pela primeira vez, isso fez surgir uma ideia de comunidade, e, tratando-se de Alola, era um povo muito unido. Os habitantes conviviam em harmonia, um ajudando o outro, era uma verdadeira rotina. Com isso em mente, surge outra inovação, uma família para o protagonista. Há anos se discute sobre quem é o pai dele, mas, por enquanto, dá para se contentar com a figura paterna que foi o Nogueira e até a materna que foi a Bruna. Entender isso, esses laços, torna o final ainda mais emotivo e aceitável, por o garoto decidir manter todos juntos em Alola, mesmo com a sua saída da região, o que inclui se despedir temporariamente dos seus Pokémon já acostumados àquele lugar.

Casamentos já tinham sido mostrados no anime como uma alucinação do Brock, ou alguma garota pensando romanticamente, mas nunca foi feito de forma tão detalhada como em Sol & Lua. Acompanhamos o relacionamento do Nogueira e da Bruna caminhar aos poucos, ainda que não tenham tido tanto destaque assim, compreensível por não serem protagonistas. De qualquer forma, os dois passaram de colegas de trabalho para amigos e, depois, tornaram-se um casal. O pedido de casamento não poderia ter sido menos "Pokémon", confesso que gostei bastante! E, como se não bastasse toda a cerimônia e ver o casal viver como "pais do Ash", trouxeram outra novidade para o anime, porque, na última cena da série, presenciamos o casal "grávido", ou seja, esperam juntos um bebê para ocupar a falta que o jovem Ash fará naquela casa.


MENSAGENS

O anime em Alola trouxe uma grande mensagem de carinho. Assim como a região instigante e iluminada, os habitantes possuem uma aura própria de felicidade e simpatia. Apesar de essa temática sempre existir no anime, na série Sol & Lua a noção de afeto e amor parecerem ainda mais presentes e aprofundadas. Até mesmo pequenos detalhes e momentos deixavam isso claro, como as refeições feitas em conjunto entre Ash e os seus Pokémon, as atividades na escola, inclusive os momentos de descanso. Havia sempre muito entusiasmo e emoção na realização das atividades, o que gerava muito companheirismo e amor de um personagem para o outro. Amor esse que não se resume ao romântico, ainda que esse também tenha sido trabalhado, sobretudo entre Bruna e Nogueira, mas que também engloba o familiar e entre amigos e Pokémon, mensagem muito bem passada pelo Poipole.

Decorrente disso, criou-se a noção de família. Não a família tradicional e sanguínea, mas mostrando que, na realidade, a instituição familiar pode ser uma construção por meio de laços. O próprio Ash foi capaz de participar de uma nova família durante a sua curta moradia em Alola, ao dividir a casa e a vivência com Bruna, Nogueira e Rotom Dex. Mas, não se resume a isso. Também convivia com o seus amigos, com outros habitantes que diariamente encontrava, seja na hora das compras ou em visitas especiais. Tudo isso abriu espaço para evidenciar um povo unido e um ensinamento de que há sempre espaço para mais um no seu dia a dia, independente das diferenças.

Contudo, não se resumiu ao meio físico. Sol & Lua conseguiu mostrar como o carinho continua mesmo após a morte e que nunca é tarde para se arrepender ou mostrar ter evoluído seus pensamentos e reflexões. O amadurecimento foi o ponto chave nesse quesito tão bem abordado, não somente saber que os que ama sempre estarão contigo, mas provar para si e, de certa forma, para eles, que um legado foi deixado e muito bem utilizado para o desenvolvimento pessoal.

Nesse meio paradisíaco, a conexão com a natureza foi abordada em diversos episódios. Criar laços com as pessoas permite uma boa convivência social, com os Pokémon permite um grande avanço em suas metas como treinador e nas suas noções de respeito, mas com a natureza se torna fácil entender como isso tudo funciona e o valor de se cuidar do local onde vive, do lar dos Pokémon selvagens e da própria vida no planeta. Dentro disso, surge a percepção de se aperfeiçoar como alguém integro e fazer sempre o que for melhor, mesmo que esse possa parecer o caminho mais difícil. Não se mede esforços para realizar o que for correto, principalmente por aqueles que importam, ainda que seja preciso atravessar uma Ultrafenda Espacial para isso.

Outra bela mensagem da sétima geração no anime foi a de nunca desistir, e isso foi passado por diversos personagens. Se a Lílian tivesse se entregado aos seus traumas, jamais se tornaria amiga dos Pokémon; se a Lulú tivesse se mantido na zona de conforto, não cresceria como cozinheira ao ponto de também servir aos mais diversos Pokémon; se o Chris não enfrentasse seus medos, não conseguiria se tornar mais forte ao lado do Vikavolt; se Vitória não se esforçasse para seguir os passos da Hilda, não a alcançaria com Primarina; se Kiawe se deixasse ser pego pelo cansaço do trabalho e a pressão dos que queriam a sua fazenda, não manteria a sua família e a terra que tanto exalta em segurança para um dia cuidar oficialmente dela; e se o Ash não persistisse em se tornar um Mestre, jamais teria se tornado campeão de uma região. O percurso não é fácil, ele pode ser muito demorado e aparentemente impossível, mas, com dedicação, qualquer objetivo é alcançado, somente não se deve desistir.

Por fim, é necessário ser sincero com os seus ideais e procurar sempre se aperfeiçoar. Justamente por nunca desistir, deve-se tentar encontrar a sua vocação e se aprofundar nela, igualmente aos protagonistas: Chris seguiu para passar um tempo no Centro Espacial de Mossdeep; Kiawe tomou a iniciativa de treinar com Olívia para enfrentar os demais Kahunas e, futuramente, poder ser o sucessor dela na Ilha Akala; Lílian decidiu que iria terminar de "reparar" os problemas da sua família e partiu temporariamente em busca do seu pai, Mauro; Lulú começou a investir no desenvolvimento da Cafeteria Aina, para que possa atender cada vez mais diferentes treinadores e Pokémon, e se despediu do Shaymin; Vitória foi atrás de mais um raro Pokémon aquático que admirava, o Mítico Manaphy; Rotom se tornou membro da Fundação Aether, para vir a ser a maior Pokédex do mundo; e Ash retornou para Kanto, sob o objetivo de se aprimorar, conhecer novos lugares pelo mundo e se tornar o mestre que tanto sonha em ser. Ou seja, siga os seus sonhos.


CONCLUSÃO

A série Sol & Lua é muito preciosa e especial! Começou de forma muito simples, por isso agradou a poucos, mas evoluiu bastante com o passar dos episódios. Porém, muito da resistência inicial dos fãs se deu mais pela mudança de traço do que pelo próprio conteúdo do anime, que, desde o princípio, se propôs a ser distinto das séries anteriores. Os arcos foram bem trabalhados e bastante interessantes, principalmente pela inserção dos Lendários com maior foco no anime. Os novos protagonistas e Pokémon carregaram muito carisma, o que permitiu que facilmente muitos se apegassem a eles, e a liga teve uma conclusão excepcional.

Por outro lado, ainda que com muitos momentos certeiros, a comicidade foi exagerada e muitas vezes desnecessária, além de que, no quesito geral, nem sempre as batalhas eram bem desenvolvidas, ou, pelo menos, de início. Porém, as inovações e quebras de padrões desse novo anime foram suficientes para que esses detalhes não o fizessem ficar ruim, até porque o que mais importava era a força construída através de laços, da união.

Quanto ao Ash, acredito que ele tenha aprendido bastante em Alola e também evoluído muito como treinador. Ele fez amigos incríveis, ganhou uma família muito atenciosa e Pokémon fortes e bem caracterizados, cada qual com a sua personalidade. Tornou-se um Ultra Guardião, cuidou de um Pokémon Lendário, capturou um Mítico e uma Ultra Criatura, venceu a liga e, não satisfeito, derrotou Tapu Koko e o Professor Nogueira, maior treinador da região. Dessa forma, é mais do que nítida a evolução do garoto de Pallet, que, com muito sofrimento, partiu da região para continuar a seguir o seu sonho. Aparentemente, nunca foi tão difícil para ele deixar um local como foi em Alola, mas uma certeza é que tanto ele quanto os seus companheiros jamais irão se esquecer do que viveram, pois, juntos, construíram uma grande família.


Então, foi isso! Espero que tenha gostado dessa análise geral e que se sinta livre para deixar as suas opiniões acerca de série, sempre com respeito, claro. A partir de agora, mais análises serão feitas sobre Pocket Monsters, portanto, não deixem de acompanhar o site! Agradeço demais a todos que leem!


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Sobre Ersj
19 anos, Recife-PE, tem Pokémon como a sua franquia preferida desde os 7 anos. Sua mídia favorita é o anime, seguida dos jogos da saga principal e de Pokémon Go. Ama livros e séries, principalmente de fantasia; os filmes que mais assiste são animações, e “Imagine Dragons” é a banda pela qual tem maior apreço. Seu Pokémon predileto é o Pikachu e seu maior sonho é se tornar um escritor.
E-mail: ersj@pokemothim.net

Comentários

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3 comentários:

  1. Eu particularmente amei tudo nesse anime! Pra mim foi a melhor temporada disparada até então. Eu assisti Pokémon na Tv Record na minha infância e diferente da maioria, não tive nenhum problema com a nova animação, inclusive acho ela melhor do que todas às anteriores.

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  2. Ahh, que ótimo! Acho que é sempre bom achar aqueles que apreciam quando muitos parecem não ligar.
    Obrigado por deixar a sua opinião! Sol & Lua foi mesmo incrível! ;)

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  3. Pra ser sincero, eu fiquei com um pé atras por causa da mudança do traçado (especialmente, por incrível que pareça, da Jessie e do James), e de algumas expressões "exageradas", isso porque eu gostei muito não só do traçado mas tb dos efeitos visuais de XY, mas com o tempo fui acostumando, e certamente o desenvolvimento dos personagens foi algo legal de se ver, vendo uns enfrentarem seus medos e outros melhorarem suas habilidades. Ver Ash com um pokemon Mitico como Meltan/Melmetal em seu time foi algo surpreendente, e a sua vitória na Liga de Alola foi mais surpreendente ainda, a batalha de exibição contra Nogueira foi na minha opinião algo muito bom, nem o final da Liga de Kalos foi tão emocionante quanto essa. Seria bom Ash reencontrar algum de seus amigos de Alola nesse novo anime, porem não sei o porque mas acho meio difícil disso acontecer. E realmente Ash ficou muito mais infantilizado, bobo por assim dizer, em algumas situações em relação as temporadas anteriores, especialmente se tratando de uma série sucessora de XY, cujo deu uma impressão dele ter amadurecido em relação a série B&W. E só pra ressaltar, é a primeira vez que o vemos sem luvas e usando bermuda o tempo todo, claro Alola é uma região quente e tropical, nada mais justo kkkkkkk. Em geral foi uma série que eu gostei de assistir, mesmo não gostando de alguns detalhes, e a mudança de dubladores foi algo que mais impactou desde XY&Z ja que eu sempre fui acostumado com a dublagem anterior. E falando em dublagem, tive a impressão que melhorou em Sol e Lua. Agora espero muito que o novo anime traga episódios tão emocionantes quanto teve no Sol e Lua.

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